Câmara Federal aprova requerimento de urgência da revisão da Lei de Improbidade Administrativa. Prevaleceu corporativismo político
Coisa de Brasil. Ainda mais quando prevalece a atuação política em favor de mafiosos e corruptos que saqueam cofres públicos como sofre o Brasil ao longo de décadas. Aprovação na Câmara Federal ocorrida na quarta-feira (16), aprovando por 369 contra 30 o requerimento de urgência para revisão da Lei de Improbidade Administrativa (LIA), cuja lei tem levado centenas e até milhares de políticos corruptos, mafiosos, ladrões do dinheiro público à responderem processos na Justiça tanto estaduais quanto federal.
É como mostram resultados das inúmeras das ações investigatórias realizadas pela Polícia Federal (PF), equipes da GAECO e do Ministério Público Federal (MPF) ao longo das últimas pelo menos quatro décadas. São mafiosos e corruptos desde muitos vereadores, prefeitos, governadores; deputados estaduais e deputados federais, senadores, ministros e ex-ministros e até presidentes da República que acabaram sendo levados à responderem na Justiça por ações criminosas como desde lavagem de dinheiro; organização criminosa; fraudes; caixa dois de campanha eleitoral; conluios, propinas dentre outros ilícitos e que levaram ao enriquecimento ilícito de quadrilhas, bandos de políticos deste país. A aprovação do requerimento de urgência número 10887/18, aprovado pela maioria da Câmara Federal é mostra de que almejar mudanças na lei de Improbidade Administrativa visando fragiliza-la, amenizar o combate a corrupção é algo estarrecedor e que vai prejudicar a administração pública e por consequência levar maiores prejuízos ao povo brasileiro.
A Lei de Improbidade Administrativa (LIA), é uma lei de alcance extraordinariamente benéfica ao Brasil na forma como está em sua origem. Reduzir a ação de controle e fiscalização e punição aos que praticam atos ilícitos administrativos públicos no Brasil, é algo que vai na contra mão dos interesses do povo brasileiro que almeja fortalecer o combate a corrupção e não ao contrário. Por exemplo, retirar a competência da Advocacia Pública, a qual defende os interesses do Estado e, portanto, defende interesses da sociedade em geral é um fato altamente prejudicial. A Constituição Brasileira de 1988 aprovou leis que visem fortalecer a fiscalização e punir os que venham promover ilícitos na administração pública.
Combater a corrupção, combater os prejuízos ao erário público; são portanto; importantes para o desenvolvimento social e econômico, além de promover a justiça social. Portanto, ver que maioria dos deputados aprovaram este requerimento em regime de urgência para revisar a Lei de Improbidade Administrativa (LIA), é algo vergonhoso e que a população brasileira deverá ampliar e acompanhar a atuação de parlamentares pelos quais tenham votado nas últimas eleições.