Avanço do Talibã no Afeganistão e saída das tropas dos EUA e Reino Unido tem uma explicação: falhas diplomáticas
Grupos insurgentes do Talibã avançam a cada dia e se aproximam da capital do Afeganistão, Kabul. A saída das tropas norte americanas e do Reino Unido que estão deixando aos poucos o Afeganistão, assim como várias lideranças ligadas a organismos de defesa dos direitos humanos, assim como também cidadãos civis de vários países, incluindo diplomatas e funcionários de embaixadas instaladas no Afeganistão; deixam bem claro que o temor deste avanço do Talibã poderá dentro de poucas semanas dominar todo o território afegão. A diplomacia mau sucedida alguns anos atrás, tem sido o principal fator desta fragilidade do governo do Afeganistão e que agora sofre uma possível queda diante das orças das tropas talibãs.
Entenda por que Biden determinou a saída das tropas norte americanas no Afeganistão
São dois momentos recentes na história política do Afeganistão onde ambos proporcionaram o resultado de atos impulsivos e imprudentes de alguns dos principais líderes afegãos. Em 1977, por exemplo, um encontro entre o líder do Afeganistão da época Sardar Dabud com o chefe da URSS Leonid Brezhnev; fez com que naquele encontro Sardar batesse com o punho sobre a mesa e declarando que ninguém poderia dizer ao Afeganistão o que fazer. Daí, entende-se hoje nesta crise afegã, alguns destes aspectos imprudentes de mal sucedidos debates sobre a crise naquele país. e o presidente agora dos Estados Unidos Biden, determinou a retirada das tropas militares que estavam há anos preservando junto a outras forças militares internacionais como do Reino Unido, o trabalho de manutenção de segurança e paz no Afeganistão. Um ano após deste encontro diplomático entre Sardar e Leonid, o Afeganistão; caiu em sangrento golpe comunista.
Joe Biden e Hamid Karzai também estiveram reunidos em 2009 no Afeganistão
Pouco antes de tornar-se vice-presidente dos Estados Unidos na chapa que elegeu Barack Obama presidente dos Estados Unidos; Biden reuniu-se com Hamid Karzal, em janeiro de 2009, no Afeganistão. Biden desafiou o líder do Afeganistão Hamid Karzai, durante um jantar em que o adevertiu que o apoio de Karzai terminaria a menos que Karzai começasse a deter o avanço da corrupção do governo do Afeganistão. E Karzai respondeu bruscamente que os Estados Unidos foram imparciais com relação à matança de afegãos e deu as costas ao Afeganistão. Hoje, o mundo testemunha o resultado da decisão de Joe Biden (EUA), quando decide retirar as tropas norte americanas do Afeganistão em pleno avanço do grupo talibã. Biden foi claro em sua recente afirmação de que cabe ao povo afegão decidir sobre os problemas daquele país. Os Estados Unidos gastou mais de 3 US$ 3 trilhões de dólares para a manutenção de tropas ao longo de décadas no Afeganistão. Ambos líderes afegão poderiam ter tido a grandeza de abordar o desafio na época de forma diferente e manter o país em paz, sem conflitos. Os países vizinhos do Afeganistão puderam conviver com um período de 40 anos de plena paz durante o governo de Zahir Shah- amigo de muitos líderes do mundo, como do Japão, por exemplo.
Ao fim da década de 1990, quando a guerra civil sofreu infelizmente uma grande guinada no Afeganistão com a morte de milhares de afegãos; em que o governo acabou caindo nas mãos de tropas islâmicas apoiadas pelo Ocidente que destruíra o Afeganistão e que abririam caminhos para o recém- apoiado fundamentalismo , o Talibã. O Talibã comandou o Afeganistão entre os anos de 1996 a 2001. Agora, novamente está presente no Afeganistão avanços de tropas Jihadistas que juntamente com o Talibã, estão toando várias capitais provinciais e já estão perto cerca de uns 50 quilômetros da capital Kabul. Tropas norte americanos e da OTAN estão deixando o Afeganistão. O Talibã já controla mais de 20 das 34 capitais provinciais do Afeganistão, ou seja quase 70 por cento do território afegão. O governo do Afeganistão já manifesta tendência para renunciar o cargo e promover uma troca de governo para líderes do Talibã - algo que deverá ocorrer nas duas próximas semanas.