Alcatraz: Justiça determina prisão do ex- Secretário de Administração de Santa Catarina
A Operação Alcatraz em sua 3a. fase investigatória em Santa Catarina, fez com que a Justiça determinasse a prisão preventiva do ex- Secretário de Administração do Governo Estadual, Nelson Nappi Junior - que atuou durante a gestão do ex-governador Raimundo Colombo (PSD). O Ministério Público de Santa Catarina determinou além da prisão do ex- Secretário de Administração outros 5 mandados de buscas e apreensão em Florianópolis e São José (SC). A 3a. fase da Operação Alcatraz foi deflagrada na manhã de quinta-feira (14). Investigações realizadas pela Polícia Federal (PF) e pela Receita Federal, desde início desta Operação Alcatraz, deflagrada em maio de 2019 ( mas, as investigações tiveram início no decorrer de 2018 em Santa Catarina); detectou um esquema criminosa praticado por uma organização criminosa que praticava desvios de recursos públicos dos cofres o Estado de Santa Catarina.
A Alcatraz em sua primeira fase deflagrada em 2019, cumpriu 41 mandados de buscas e apreensões contra vários agentes públicos, alguns empresários envolvidos no esquema fraudulento e até o ex- presidente da Assembleia Legislativa do estado de Santa Catarina, deputado estadual Julio Garcia (PSD), que teve decretada naquela época prisão domiciliar. Júlio Garcia foi afastado do cargo e chegou a juíza federal Janaína Cassol - responsável pelo processo, determinou a suspensão do mandato parlamentar. A defesa do parlamentar recorreu à Justiça Federal e retornou o mandato com apoio de parlamentares na Alesc, mas em seguida; deixou o cargo da presidência da Alesc. À imprensa, assim que estourou o escândalo em maio de 2019; o deputado Júlio Garcia (PSD), negou ter praticado ilícitos. A defesa de Nelson Nappi Junior vai recorrer à Justiça sobre a determinação que levou à prisão o ex- Secretário de Administração.
Desvios podem ter superados R$ 130 milhões dos cofres públicos de SC
Durante a primeira fase da Alcatraz, a Justiça determinou desde bloqueio de bens dos investigados até prisões. Os processos contra os acusados tramitam na esfera do Ministério Público. Em janeiro de 2021, foi deflagrada a 2a. fase da Operação Alcatraz,chamada de \" Operação Hemorragia \". O objetivo desta operação Alcatraz em Santa Catarina é combater a corrupção, lavagem de dinheiro e outros ilícitos que visam desvios de recursos públicos. As investigações realizadas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público além da Receita Federal em Santa Catarina, dentro da Operação Alcatraz, promovem as investigações na esfera criminal e tributária paralelamente e de acordo com a autorização judicial.
Cerca de R$ 100 milhões de reais em créditos tributários em nome de diversos contribuintes que participavam deste esquema criminoso, fraudulento e que incluía, segundo estas investigações da PF e do MP; pagamentos milionários de propinas. Outros cerca de R$ 30 milhões também podem ter sido desviados no esquema fraudulento, como superfaturamentos de serviços ao governo de Santa Catarina. A quadrilha utilizava empresas para \" esquentar \" valores desviados dos cofres públicos do governo catarinense. investiam em patrimônios, quase sempre em nome de laranjas, apontam as investigações. A organização criminosa , segundo estas investigações da PF e do MPSC além da Receita Federal, utilizavam empresas inexistentes conhecidas como \" noteiras \" para dissimular o pagamento de propinas para agentes públicos envolvidos neste esquema criminoso de desvios de dinheiro público de Santa Catarina.