Setor empresarial e comercial de SC repudiam reforma do Governo Moisés

Uma vergonha. Aliás: \" vergonhaço \" como definiram várias entidades representativas da Indústria e do Comércio do Estado de Santa Catarina, diante da aprovação por parte da maioria dos deputados estaduais em relação à aprovação das medidas contidas no chamado \" pacotaço\" do governador Carlos Moisés e que foi aprovado no início da semana, véspera de fim de ano. Trata-se de aumentar de forma vergonhosa os gastos financeiros por parte do governo estadual e mais ainda: elevar aos sacrifícios da sociedade catarinense que já enfrenta enormes dificuldades nesta gravíssima pandemia da Covid-19, quando muitas pequenas, médias e até grandes empresas em todos os setores produtivos, possuem enfrentamento de grandes dificuldades financeiras.

 

Em contrapartida, o que se vê é políticos elevando os gastos públicos como ao do Fundo Eleitoral para mais de R$ 5,7 bilhões, aumentando salários e benefícios próprios enquanto o salário mínimo não passa de apenas alguns décimos de reais. Muitas pequenas, médias empresas fecharam as portas nesta crise. Outras grandes empresas tiveram que se readequar à nova realidade econômica do Brasil. Muitas grandes empresas faliram e estão sob ameaça de falir. O desemprego no Brasil é elevadíssimo. As tarifas públicas um exagero. O preço dos combustíveis assim como do gás de cozinha são também absurdos. Enquanto isto, a corrupção permeia no Brasil. Não há punição para corruptos e mafiosos. A impunidade se alia diante organizações criminosas neste país.

 

Alianças políticas espúrias, vergonhosas como a de Geraldo Alckmin ( ex-PSDB), que se une ao ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva (PT), o qual foi chamado publicamente durante entrevista da Rádio Bandeirantes com Geraldo Alckmin ( na época em 2019 no PSDB), e que Alckmin chamou Lula de \" Ladrão \" ( sic). Portanto, isto por si só já mostra o grau de risco ao Brasil quando se tem aliados desta natureza querendo novamente retomar o poder político-- administrativo do Brasil , cujo país vem há décadas sendo saqueado por organizações criminosas, inclusive, atuando dentro e fora de partidos políticos. Assim como a ACIC de Chapecó, também a de Florianópolis e até a Fiesc, além de outras entidades repudiaram a decisão da Alesc em favor do projeto do governador de Santa Catarina Carlos Moisés. Veja a nota da ACIC de Chapecó (SC):
NOTA OFICIAL DA ACIC

 

ACIC CONDENA AUMENTO DE GASTOS COM PESSOAL E ESTRUTURAS ADMINISTRATIVAS EM SANTA CATARINA

A Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) manifesta publicamente sua contrariedade e indignação com a falta de transparência do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) no encaminhamento subterrâneo e na aprovação quase clandestina de matérias que aumentam os gastos com servidores do Ministério Público, do Tribunal de Contas, da própria Assembleia e da Administração Direta.


Mas uma vez, no apagar das luzes do ano fiscal, os Poderes Constituídos ampliam as vantagens e benefícios de servidores públicos – eles próprios detentores de privilégios que nenhum outro trabalhador recebe – e aumentar ainda mais o já gigante aparelho administrativo.


É lamentável que desde o início da República, os gestores públicos, no Brasil, sejam conhecidos pelo seu caráter perdulário e a facilidade com que torram o dinheiro público. Com desconcertante frequência, a sociedade recebe informações sobre excessos de gastos e o mau emprego do dinheiro público.


Agora, a sociedade fica estarrecida ao tomar conhecimento que os Poderes Executivo e Legislativo se associaram para processar e aprovar com interesseira celeridade 31 matérias (23 delas do Governo, as demais dos Poderes aquinhoados com duodécimos) que ampliam de forma indecente as já imensas facilidades funcionais de servidores públicos.


A ACIC admira a dedicação do funcionalismo barriga-verde e reconhece que algumas categorias necessitam de reajuste, mas lembra que Santa Catarina ainda vive em regime de pandemia, no qual milhares de pessoas foram atingidas, seja pela morte de familiares, pelo desemprego, pela falência de milhares de empresas, pela doença ou pela miséria.


Aproveitar um período de tamanho sofrimento para aprovar projetos dessa natureza é debochar da dor dos catarinenses em flagrante mostra de desprezo para com o dinheiro público, resultado dos suados impostos que a população todos os meses deposita no erário estatal.


A Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) lamenta o comportamento tanto do Governo quanto da ALESC, apelando para que as mencionadas matérias sejam vetadas pelo chefe do Poder Executivo.


Os catarinenses não aceitam mais o descaso com o dinheiro público nesse momento em que a pandemia ainda não foi superada, o desenvolvimento econômico ainda não foi retomado, o desemprego não recua, trabalhadores e empresários sofrem com a recessão, faltam recursos para serviços públicos e obras essenciais.


A sociedade não aceita e o contribuinte não suporta continuar sustentando estruturas estatais que, por viverem na opulência, ignoram a realidade do País e nada fazem para deter o crescente desajuste fiscal e o descontrole dos gastos públicos.


Chapecó, 20 de dezembro de 2021.

NELSON EIJI AKIMOTO

PRESIDENTE