Putin determinou plano logístico para atacar Ucrânia

O presidente da Rússia Vladimir Putin determinou que a defesa russa preparasse todo um plano logístico para invadir a Ucrânia - e que isto poderá ocorrer em 48 horas a partir deste domingo (13). Unidades de apoio logístico está implantado em toda a fronteira com a Ucrânia. Como o território da Rússia é o maior do mundo e diante as condições climáticas nesta época do ano - véspera da primavera na Rússia; trens deslocam-se para perto desta fronteira com a Ucrânia levando muitos equipamentos; equipes médicas; helicópteros de combate e similares, além de armamentos.

 

Pelo lado marítimo muitos navios russos já estão bem próximos da Ucrânia pelo lado da Crimeia onde navios de combate russos utilizam o Mar Negro e Azov. As forças reunidas russas já são suficientes para iniciar uma operação militar de grande efeito em território ucraniano. A Ucrânia dispõe de cerca de 32.000 mil soldados para resistir a invasão da Rússia, enquanto a Rússia conta com cerca de 160.000 mil soldados. perto da fronteira com a Ucrânia. São tropas de unidades terrestres que inclui 30 grupos táticos de batalhões ( chamados de BTG)s); com formação de Leningrado, região de Moscou, da Rússia Central e do Extremo Oriente. Isto além de tropas do Distrito Militar Ocidental; soldados da Marinha e da Aeronáutica. Também em Donbass na Rússia, há um potencial do exército russo pronto para invadir a Ucrânia.

 

Rússia preparou invasão na Ucrânia em dois estágios. Veja-os:

A expansão russa parece estar ocorrendo em um ritmo relativamente lento e isto poderá empurrar a janela potencial para uma ação militar ainda mais longa. do que muitos analistas militares imaginam. As condições climáticas na região da Rússia e da Ucrânia nesta época do ano; o levam a essa operação de preparação mais lenta. E o fator político será decisivo, apesar das recentes tentativas de acordo de paz não avançarem.

 

Putin está determinado a invadir a Ucrânia e isto está bem claro devido à grande mobilização militar e bélica aos arredores da Ucrânia. Aliás, todos os países com residentes na Ucrânia, embaixadores, já foram orientados a deixarem a Ucrânia. Até oligarcas e empresários ucranianos já estão praticamente fora do território ucraniano. O primeiro estágio preparativo do exército russo vem desde 2014 perto da fronteira da Ucrânia. Esse primeiro estágio fez com que ocorresse um acordo de paz - chamado acordo de Minsk. Falhou. Agora, Putin quer mesmo invadir a Ucrânia.

 

A expansão russa é estratégica e o argumento de não aceitar a presença da Ucrânia na OTAN é o que Putin mais argumenta em diálogos com líderes ocidentais. Desde 2-14, o 41 Exército de Armas Combinadas do Distrito Militar da Rússia nunca deixaram a área junto a fronteira com a Ucrânia. Os soldados russo ali presentes testa uma espécie de sistema de backup em que demonstram um esforço para ensinar a adaptação prática e tática aos mísseis guiados antitanque.

 

Uma pesquisa dentro da Rússia mostra que praticamente metade da população russa não aceita essa invasão no vizinho país , a Ucrânia. Há uma forte ligação histórica- cultural, econômica e familiar entre os dois países. Outro estágio da mobilização militar russa é exatamente essa fragmentada mobilização de tropas e de equipamentos em território russo para disfarçar a vigilância, tentar confundir o monitoramento externo por outros países, mas mesmo assim; deixa uma certa incerteza de quando, dia e hora poderá dar início a uma invasão na Ucrânia. Diante disto é que autoridades da Ucrânia tentam minimizar desde outubro o perigo desta eminente invasão russa.

 

Putin quer devolução de Donbass à Rússia e isto somente poderá ocorrer diante de forte resistência da Ucrânia. E o pior cenário é que a Rússia deseje mesmo dividir a Ucrânia. Aí, seria uma guerra sangrenta e mais duradoura. Um ataque multi- eixo russo na Ucrânia faria atingir o objetivo maior da Rússia. Ou seja manter o território ucraniano ocupado longamente por tropas russas. Pelo lado da Ucrânia, há limitações em todas os aspectos: estruturais militares são limitadas e somente na região Oeste da Ucrânia é que é mais significativa à uma resistência às tropas russas. Nem na Crimeia, nem em Donbass captada pela Rússia em 2014 houve resistência. E, agora, há uma incógnita do que poderá ocorrer na Ucrânia mesmo com apoio internacional especialmente por parte dos Estados Unidos e de manifestações contra essa invasão russa por países da Europa.