PF prende servidor público em SC

Em ação conjunta entre a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) de Santa Catarina e Polícia Federal, um técnico da instituição foi preso em flagrante na quinta-feira (9), por suposto pedido de proprina para a liberação de licença ambiental para uma empresa. As ações do servidor vinham sendo acompanhar pela diretoria da Fatma, que solicitou apoio da Polícia Federal. “A empresa nunca teve a intenção de pagar qualquer valor, mas aceitou colaborar para que a Polícia pudesse agir com eficiência”, esclarece o presidente da Fatma, Murilo Flores.

Após receber o dinheiro solicitado, o servidor foi detido imediatamente. A Polícia Federal já possuía gravações feitas pelo representante da empresa, que junto com o ato da entrega do dinheiro, servirão de provas no inquérito que será aberto na PF. A Fatma também vai abrir um processo administrativo disciplinar. “As poucas pessoas que usam a Fatma para benefícios pessoais escusos não podem manchar o nome da organização. Temos que identificá-las e tomar as providências, como nesse caso. Mas para isso precisamos do apoio daqueles que sofrem com o comportamento inadequado do servidor”, alerta o presidente.

Murilo Flores reafirmou que a opção de perfil de organização que a Fatma assume é a de conduta adequada e séria, conforme devem ser os órgãos públicos. “As organizações sérias tomam as medidas necessárias para que os suspeitos sejam investigados e, se comprovado, as medidas administrativas cabíveis devem ser aplicadas.”

 Caso lembra outro: o da \"Moeda Verde\"
      Propinoduto não é nenhuma novidade dentro da Fatma e outros órgãos públicos de Santa Catarina. Há alguns anos atrás, até pouco tempo atrás, estorou o escândalo chamado \"Moeda Verde\", que levou à prisão imediata de mais de 20 pessoas, inlcuindo alguns empresários renomados da área imobiliária de Florianópolis (SC), bem como, vereadores envolvidos neste escândalo e até servidores municipais e estaduais ligados à Fatma e à Floram- fundações encarregadas das políticas ambientais estadual e municipal, respectivamente. A liberação foi em seguida, mas respondem processos que tramitam na Justiça. Tudo por supostos esquemas de propinas nas liberações de Licenças Ambientais. Dentro da Fatma já houve casos de auditorias internas para apurar irregularidades nesta área.