DELAÇÃO REVELA SUB MUNDO DA CORRUPÇÃO EM SANTA CATARINA

Um empresário do setor de Tecnologia de Santa Catarina, revelou através de delação premiada durante a última quinta-feira (18), ao Ministério Público Federal (MPF), o sub mundo dos atos ilícitos praticados por uma organização criminosa visando desvios milionários dos cofres públicos do governo do Estado de Santa Catarina entre os anos de 2006 a 2011. O esquema criminoso de desvios financeiros, segundo as investigações realizadas; envolvia vários agentes políticos e empresários como constatados nestas investigações realizadas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) A Operação Hemorragia foi deflagrada pela PF e MPF no final de 2019 e resultou na prisão de diversas pessoas e que acabaram após sendo liberadas pela Justiça e responder processos em liberdade.

 

Na época o então deputado estadual que ocupava a presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina - Alesc, Júlio Garcia (PSD), teve que prestar presencialmente esclarecimentos na sede da Polícia Federal (PF), em Florianópolis (SC). Júlio Garcia é um dos suspeitos do envolvimento no esquema criminoso de desvios de recursos públicos, segundo as investigações da PF e do MPF. O parlamentar à imprensa logo após o início desta operação da PF e do MPF, disse não ter havido participação sua neste esquema de supostos atos de corrupção.

 

DESVIOS FINANCEIROS OCORRERAM ENTRE 2006 A 2011 E PODEM ULTRAPASSAR R$ 120 MI

A Operação Hemorragia investiga desvios financeiros dos cofres públicos do governo estadual de Santa Catarina que podem ultrapassar cerca de R$ 120 milhões de reais entre o período de 2006 a 2011. Só de propina num único caso específico de contrato fictício realizado entre o governo de Santa Catarina com uma das empresas investigadas foi na ordem de R$ 6 milhões de reais. Os contratos públicos investigados pela PF e pelo MPF estão relacionados às Secretarias de estado de Saúde (SES) e da Secretaria de Estado de Administração durante o período de 2006 a 2011. Os casos de maiores desvios de recursos públicos concentram-se entre 2009 a 2011, segundo investigações realizadas. Mas, diante destas delações premiadas como a desta ocorrida na última quinta-feira (18), poderá surgir novos desdobramentos que poderão surpreender não somente o meio político catarinense, mas sim toda a população catarinense. Afinal, são prejuízos consideráveis na área da Saúde em plena pandemia da Covid -19.

 

SAÚDE BEIRANDO O CAOS E ROUBALHEIRA DE DINHEIRO PÚBLICO É UMA VERGONHA !

Muitos hospitais de Santa Catarina estão beirando o caos. Caos que vai desde da falta de leitos de UTIs Neonatal. Faltam leitos. Faltam novos equipamentos. Faltam medicamentos. Faltam maior valorização aos profissionais que atuam na Saúde. Muitas pessoas como mostram seguidamente reportagens em TVs em Santa Catarina, tomando iniciativas que promovem campanhas de arrecadação de fundos financeiros para alcançarem a realização de uma cirurgia ou outro procedimento de saúde caríssimos. Inclusive, precisando de medicamentos de altos custos ou até de internamentos em hospitais que possuem especialização em tratamentos de determinadas doenças.

 

Enquanto isto, diante deste sofrimento; estão muitos corruptos, mafiosos praticando a roubalheira do dinheiro público. É diante destes casos de desvios financeiros dos cofres públicos e de tantos outros exemplos semelhantes por todo esse Brasil, que a sociedade brasileira precisa rever aspectos quando ao depositar seu voto durante eleições. E que a Justiça brasileira não permita como vem ocorrendo principalmente por parte do STF e do STJ a concessão de avalanches de Habeas Corpus e facilitando a liberdade de muitos mafiosos e corruptos neste país. O SF e STJ não podem ceder pressões de gangues, organizações criminosas como ao que supostamente possa estar ocorrendo desde décadas neste Brasil. A PF e o MPF estão fazendo e cumprindo suas missões com dignidade em prol do combate a corrupção no Brasil. O cidadão brasileiro deve ficar ainda mais atento e denunciar à Justiça quaisquer ato público ilícito.