\" MENSAGEIRO \" : TRÊS PREFEITOS VIRAM RÉUS. SETE ESTÃO PRESOS

O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJSC), através de sessão realizada pela 5a. Câmara Criminal do TJSC, decidiu por unanimidade que três prefeitos que estão presos e que são investigados pela Operação \" Mensageiro \"; tornassem réus diante da Justiça. Outros quatro prefeitos investigaos continuam também presos, sendo um deles em regime de prisão domiciliar e que aguardam decisão de julgamento por parte do TJSC a exemplo dos três prefeitos investigados e que estão presos sob determinação da Justiça Catarinense. São os seguintes prefeitos presos pela Operação \" Mensageiro \" que tornaram-se réus durante essa decisão do TJSC na sessão de quinta-feira (13): prefeito de Papanduva Luiz Henrique Saliba (PP); o prefeito de Pescaria Brava Deyvison Souza ( MDB ); e o prefeito de Capivari de Baixo Vicente Correa Costa ( PSL ). Ambos continuam detidos assim como também continuam presos por determinação do Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC); os prefeitos Marlon Neuber (PL), de Itapoá; Joares Ponticelli (PP), de Tubarão; Antonio Rodrigues (PP), de Balneário Barra do Sul e o prefeito de Lages Antônio Ceron ( PSD), sendo este prefeito de Lages após ficar em prisão sob regime fechado por várias semanas; acabou indo para o regime de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento por parte do Judiciário de Santa Catarina. Também foram detidos diante desta Operação \" Mensageiro \" o vice-prefeito de Tubarão Caio César Tokarski ( União Brasil ). além de três agora ex-secretários municipais de Lages: ( Secretário de Administração e Fazenda , Antônio César Arruda; o de Meio Ambiente Eroni Delfes ); e também Jurandi Agostini, ex- secretário municipal da Semasa - Secretaria de Águas e Saneamento.

 

O ex-secretário da Semasa, em Lages (SC), Jurandi Agostini; chegou a ser detido nesta Operação \" Mensageiro \" e após várias semanas na prisão em regime fechado; acabou indo para o regime de prisão domiciliar. A Operação Mensageiro investiga dezenas de municípios catarinense que possuem contratos junto a empresa Serrana Engenharia e Versa Engenharia Ambiental e cujas investigações nesta Operação Mensageiro apontam inúmeros crimes contra a administração pública municipais, destacando-se desde ao pagamento de propinas milionárias; superfaturamento em serviços na área da coleta de lixo sólido urbano e no setor de energia elétrica e também de saneamento; contratos ilícitos; formação de organização criminosa e falsidade ideológica, além de lavagem de dinheiro. A Operação \" Mensageiro \", investiga uma das mais complexas organizações criminosas que segundo investigações até esta fase operacional; praticaram inúmeros ilícitos que resultaram em grandes prejuízos aos cofres públicos e por consequência prejuízos à população catarinense, face que diante evasão criminosa de recursos financeiros públicos, acabam prejudicando serviços essenciais à população, como exemplo, nas áreas da Saúde que enfrenta uma crise pós pandemia devido a nova epidemia da dengue e de doenças respiratórias com hospitais praticamente lotados de pacientes em praticamente quase todo o estado Catarinense, além das áreas da Educação com enfrentamento de falta de segurança pública; rodovias estaduais precárias em várias regiões de Santa Catarina; dentre outras igualmente prioridades de serviços públicos. O combate ao crime organizado, o combate aos desvios de recursos públicos assim como em Santa Catarina e em todo restante do Brasil é uma prioridade conjunta entre todos os órgãos públicos quanto por parte da sociedade brasileira.