MENSAGEIRO : MAIS PREFEITOS PODERÃO TORNAR-SE RÉUS

O Ministério Público do Estado de Santa Catarina ( MPSC), através da 5a. Câmara Criminal; vota na quinta-feira ( 27), se os prefeitos presos durante a Operação Mensageiro Antônio Ceron (PSD), de Lages, o de Tubarão Joares Ponticelli (PP), Marlon Neuber (PL), de Itapoá e do também prefeito Antônio Rodrigues, de Balneário Barra do Sul; deverão ambos tornarem-se ou não réus perante a Justiça de Santa Catarina.

 

Em caso sejam aceitas as denúncias contra ambos, assim como ocorreu anteriormente em decisão do MPSC; contra os prefeitos : Deyvison Souza (MDB), o de Pescaria Brava; Vicente Corrêa Costa de Capivari de Baixo, eleito pelo PSL e Luiz Henrique Saliba (PP) de Papanduva (SC), ambos também presos pela Operação Mensageiro. Na Operação Mensageiro, foram também presos por decisão do MPSC os então na época secretários municipais de Lages (SC), Antônio César Arruda ( Administração e Fazenda ); Eroni Delfes Rodrigues ( Serviços Públicos e Meio Ambiente), além do então secretário da SEMASA em Lages (SC), Jurandi Agustini e o diretor Milton José Matias Filho.

 

Também foi preso nesta Operação Mensageiro o vice-prefeito de Tubarão Caio Torkaski (União Brasil). Antônio Ceron (PSD), de Lages e Jurandi Agustini também de Lages (SC), estão cumprindo prisão domiciliar por decisão da Justiça de SC. Estima-se em mais de R$ 1 bilhão desviados ao longo de décadas no esquema criminoso das quadrilhas que atuavam junto com a empresa Serrana Engenharia- responsável pela coleta de lixo sólido urbano em várias cidades de Santa Catarina. Mais de 80 pessoas e mais de 25 empresas estão sob investigações nesta Operação Mensageiro. A Justiça de SC já determinou o bloqueio de bens e também em dinheiro em mais de R$ 220 milhões.

 

\" MENSAGEIRO \" DESVENDANDO UMA DAS MAIORES ORGANIZAÇÕES SOBRE CORRUPÇÃO EM SC

A Operação Mensageiro foi deflagrada no início de dezembro de 2022 e resultou no cumprimento de dezenas de buscas e apreensões por parte das equipes da GAECO, DEIC, Polícias Civis e do MPSC de Santa Catarina em mais de 20 municípios catarinenses devido à suspeitas de crimes desde corrupção ativa, corrupção passiva; lavagem de dinheiro; fraudes licitatórias; formação de organização criminosa; desvios financeiros milionários nos cofres públicos municipais; falsidade ideológica; dentre outros crimes como alterações na pesagem de peso do lixo recolhido pela empresa responsável pela prestação destes serviços em vários municípios catarinense. Segundo investigações, todos os crimes praticados no setor de serviços de coleta de lixo sólidos urbano, além de serviços no setor elétrico e de saneamento básico.