Governo de SC quer privatizar Casan

 

O Governador do Estado de Santa Catarina Raimundo Colombo (PSD), deu sinal verde para iniciar o processo de vendas de parte das ações da Casan- órgão encarregado de realizar o abastecimento de água à população em quase todos as cidades catarinenses-ocorre qu em algumas cidades o serviço já é municipalizado. É o caso de Lages (SC), na Serra Catarinense -cidade natal do atual Governador Raimundo Colombo. A oposição é contra e o projeto de venda de ações da Casan tem que passar pela Assembléia Legislativa. O Sindicato dos servidores da Casan também é contra e vê nesta tentativa do Governo do Estado uma manobra de risco elevado para prejudicar cada vez mais os consumidores, pois abriria mais caminho para a privatiação da Casan e atender aos interesses dos acionistas em ganhar dinheiro na exploração destes serviços de abastecimento de água e de saneamento básico à população catarinense.
 
Suspeitas de irregularidades em projetos da Casan
O próprio ex-presidente da Casan Valmor de Lucca em entrevista coletiva à Imprensa há quase oito anos atrás na sala de imprensa da Assembléia Legislativa de Santa Catarina-Alesc, diante a uma pergunta jornalística sobre eventuais irregularidades em projetos e obras de saneamento básico em Joinville; Florianópolis e em Lages, garantiu que defendia sim uma abertura de CPI-Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar denúncias destas irregularidades como superfaturamento de obras em saneamento básico. Passado algumas semanas daquela entrevista de Valmor de Lucca, o então pré-candidato ao Senador e que estava para disputar uma vaga como candidato ao Governo do Estado, o hoje Governador Raimundo Colombo (PSD), disse numa entrevista que defendia sim também a abertura de uma CPI para apurar póssíveis irregularidades na Casan. Coincidentemente, Colombo foi presidente da Casan justamente no período em que obras de saneamento foram realizadas em Lages.  A empresa OAS da Bahia fez projetos de saneamento básico em Lages na ordem de R$ 43 milhões com recursos oriundos da CEF e do Fundo de Amparo ao Trabalhador-FAT. Uma estação de Tratamento deveria ser instalada. Cerca de 406 quilômetros de rede de saneamento constava naquele projeto em Lages.  Acontece que até hoje nenhuma CPI foi aberta para investigar possíveis irregularidades e desvios de milhões nestes projetos em lages, Joinville e Florianópolis (SC).