OPERAÇÃO MENSAGEIRO SACODE LIXO NO MEIO POLÍTICO DE SC
Desde que foi deflagrada no início de dezembro de 2022, a Operação Mensageiro - a maior investigação da história política do Estado de Santa Catarina contra a corrupção; lavagem de dinheiro; fraudes licitatórias, pagamentos de propinas, dentre outros ilícitos, vem provocando verdadeira sacudida no meio político- administrativo de Santa Catarina. Já são e por enquanto 16 prefeitos presos, sendo dois deles em prisão domiciliar e utilizando tornozeleira eletrônica, além de alguns vice -prefeitos, vários agentes que ocupavam também cargo comissionados como exemplo: secretários municipais e até empresário do setor de serviços de coleta de resíduos sólidos urbanos; serviços de energia elétrica e de saneamento básico de Santa Catarina.
A Justiça de Santa Catarina vem realizando sessões para ouvir depoimentos dos envolvidos pela Operação Mensageiro. Apesar de que três ex-prefeitos de Lages (SC), não estejam sob investigações da Operação Mensageiro, do MPSC; a Câmara Municipal de Lages convocou três ex-prefeitos para comparecerem à sessões deste Legislativo Municipal para prestar esclarecimentos sobre a atuação da SEMASA - órgão responsável pelos serviços de saneamento básico e de abastecimento de água em Lages e que possui contratos com a empresa Serrana Engenharia - pivô do escândalo da Operação Mensageiro.
A Câmara Municipal de Lages instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito- CPI para apurar se há ou não interligações com possíveis irregularidades com a empresa Serrana Engenharia. Foram convocados pela CPI em Lages (SC), os ex-prefeitos de Lages Elizeu Matos (MDB); Antônio Duarte (Toni), do PDT, assim como também o ex-prefeito e ex-governador de Santa Catarina João Raimundo Colombo (PSD), os quais prestaram depoimentos na Câmara Municipal de Vereadores em Lages (SC), Ambos, foram convocados pela CPI para prestar esclarecimentos sobre os serviços e contratos realizados em ambas gestões municipais sobre a SEMASA - órgão municipal que foi anos atrás alvo de uma operação investigatória do Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC).
Em plena quarta fase a Operação Mensageiro em Santa Catarina vem repercutindo diariamente nos bastidores políticos de Santa Catarina, visto que se aproximam as eleições municipais de 2024 e se debate muito a respeito do que poderá ainda ocorrer nas próximas etapas desta Operação Mensageiro. Estima-se nos bastidores destas investigações do MPSC e das equipes do GAECO que estas investigações poderão alcançar mais dezenas de outros municípios catarinenses por onde atinge os contratos entre prefeituras e a empresa Serrana Engenharia- pivô deste maior escândalo de corrupção em Santa Catarina.
Há de fato uma verdadeira sacudida no lixo que existe dentro do meio político do estado de Santa Catarina e que precisa realmente de uma ampla faxina. São calculados até agora cerca de R$ 100 milhões pagos em propinas e mais de meio bilhão de reais obtidos ilicitamente pela empresa investigada nesta Operação Mensageiro. Valores que poderão serem bem maior na medida com que vão sendo realizados os trabalhos investigatórios desta operação Mensageiro.