SANTA CATARINA: \" MENSAGEIRO \" E PODRIDÃO POLÍTICA NO LIXO
A Operação Mensageiro deflagada no início de dezembro de 2022 pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC), que já resultou até a quarta fase desta operação de combate a corrupção em Santa Catarina, 16 prefeitos levados à prisão, incluindo também alguns vice-prefeitos, vários secretários municipais e até empresário do setor de serviços de coleta e destinação do lixo sólido urbano, serviços de energia elétrica e de saneamento básico também indo parar na prisão por denúncias de vários crimes desde lavagem de dinheiro; fraudes licitatórias, superfaturamento de serviços e obras públicas; além também de pagamentos de propinas milionárias ( calcula-se em mais de R$ 100 milhões somente em propinas), além de outros cerca de meio bilhão de reais alcançados de forma ilícita junto a dezenas de prefeituras no Estado de Santa Catarina.
A Justiça de Santa Catarina vem realizando sessões de audiência com vários dos investigados pela Operação Mensageiro. A podridão sendo revelada gradativamente nestas investigações e sob depoimentos à Justiça de SC é algo extremamente vergonhoso, repugnante e que certamente deixa a sociedade catarinense indignada diante tamanha envergadura das práticas criminosas praticadas e comprovas nestas investigações por parte do MPSC.
PLANILHAS DETALHAM VALORES DO PROPINODUTO À AGENTES PÚBLICOS QUE FORAM PRESOS
Numa das mais recentes audiências de instrução junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina - TJSC; uma das planilhas da empresa pivô do escândalo de corrupção, a Serrana Engenharia ( atual empresa Versa Engenharia ), mostra com detalhes os pagamentos de propinas feitas para vários agentes públicos investigados pela Operação Mensageiro. Neste caso mais recente, ocorrido na terça-feira (27), segundo informações; um documento contido em pen drive ( que havia sido destruído ), segundo as investigações iniciais desta Operação Mensageiro no decorrer do início das investigações, mas que foi logo recuperado por equipes de inteligência da Polícia Científica de Santa Catarina; mostra neste Pen Drive dentre vários casos de pagamentos de propinoduto.
É o caso do prefeito de Lages, SC, Antônio Ceron (PSD), preso preventivamente e que após alguns dias dentro de um presídio no litoral catarinense; foi levado para cumprir prisão domiciliar por decisão da Justiça de S. No Pen Drive; comprova-se o pagamento de propina no valor de R$ 800 mil reais para o prefeito de Lages Antônio Ceron (PSD). Além disto, aponta também o pagamento de propina por parte da Serrana Engenharia ao então secretário municipal em Lages ( Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos), Eroni Delfes Rodrigues ( que está em prisão preventiva ), no valor de R$ 200 mil reais.
Durante ação de buscas e apreensão em Lages, SC, por parte das equipes do GAECO, foi encontrado, segundo informações R$ 47 mil reais e vários envelopes pardos que teriam sido utilizados para recebimento de propinas contendo abreviação \" LGS \", relacionados à Lages e que estavam escondidos no apartamento de Eroni Delfes Rodrigues. No depoimento à Justiça de SC por parte do empresário dono da Serrana Engenharia; as propinas foram pagas ao prefeito Antônio Ceron a fim de manter os contratos já existentes com a Serrana Engenharia, além de realizações de novos aditivos e para manter os contratos também já existentes, além de renovações.
As investigações da Operação Mensageiro continuam sendo realizadas e atingem setores de energia elétrica e de saneamento básico em que envolve tanto a empresa Serrana Engenharia quanto as empresas pelas quais a Serrana Engenharia participara de consórcios municipais a fim de prestar serviços desde coleta de lixo sólido urbano, serviços no setor de energia elétrica e de saneamento básico em vários municípios catarinenses.