MPSC QUER PRISÃO DE PREFEITOS SOLTOS NA \"OPERAÇÃO MENSAGEIRO\"

O MInistério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC), ingressou com recurso requerendo a volta à prisão de cinco prefeitos que foram soltos na Operação Mensageiro. Esta operação investigatória em Santa Catarina de combate a corrupção e organizações criminosas, foi deflagrada no início de dezembro de 2022 e resultou em prisões de 16 prefeitos, um vice-prefeito, dezenas de outros agentes públicos como exemplo, vários secretários municipais e um empresário dono da Serrana Engenharia ( atualmente Versa Engenharia Ambiental).

 

Já são quatro das fases da Operação Mensageiro em andamento e atualmente na fase de realizações de audiências em praticamente todos os municípios pelos quais tiveram alvos desta Operação Mensageiro e que agora passam os investigados pelas audiências, instruções criminais das ações penais por parte do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJSC). Investigações do MPSC revelam que a empresa Serrana Engenharia obteve cerca de R$ 400 milhões de lucro indevido e que o esquema de pagamentos de propinas tenham movimentado até R$ 100 milhões de reais. Mas, como as investigações ainda continuam, esses valores poderão serem ainda maiores. Parte da Operação Mensageiro continua sob sigilo máximo, em nível 5.

 

OPERAÇÃO MENSAGEIRO É SÓ ESTOPIM DE COMO MÁFIA AGE EM SC

A Operação Mensageiro, abriu um gigante caminho para que as investigações de combate a corrupção e ao crime organizado em Santa Catarina, se aprofunde, se amplie investigando desde muitos políticos; além de outros agentes públicos municipais; dentro e fora da gestão de governos municipais e até estadual. Afinal, a Operação Mensageiro, detectou muitos agentes corruptos e como são diversos contratos milionários assinados entre prefeituras e setor privado em Santa Catarina . Seria muito prudente e necessário haver uma espécie de auditorias independentes em cada prefeitura com alvos desta Operação Mensageiro.

 

O que poderia eventualmente de forma a revelar possíveis montantes financeiros desviados dos cofres públicos. Isto poderia revelar à sociedade catarinense , o quanto de roubalheira de dinheiro dos cofres públicos desde muitos anos estaria ocorrendo , sangrando os cofres públicos. Desta forma, desvios financeiros acarretando em prejuízos incalculáveis para toda a população catarinense.

 

Rodovias precárias, hospitais quase fechando as portas como já ocorreram recentemente, escolas fragilizadas com falta de recuperação nas estruturas físicas; mais valorização na segurança pública; Educação, Saúde; Meio Ambiente em que falta investimentos no saneamento básico; etc. Dias 17 e 18 de julho, em Lages SC), ocorreu uma destas audiências em que foram ouvidas 11 testemunhas das defesas e interrogados todos os réus, entre eles, o prefeito de Lages, Antônio Ceron (PSD); além dos ex-secretários municipais Antônio César Alves Arruda ( Administração e Fazenda), o qual está atualmente cumprindo medidas restritivas determinadas pelo TJSC; o ex- secretário municipal de Meio Ambiente e Serviços Públicos Eroni Delfes Rodrigues, atualmente cumprindo medidas restritivas e que em delação à Justiça, disse ter recebido da Serrrana Engenharia R$ 70 mil reais.

 

Eroni Delfes Rodrigues, entretanto, nesta delação negou que o valor era propina e sim uma \" ajuda \" para \" financiar campanha política. Outro agente público de Lages, o ex-secretário da Semasa Jurandi Agustini, também cumpre medidas restritas impostas pelo TJSC, assim como d e outro agente público da prefeitura de Lages Milton José Matias Filho ( ex- diretor de resíduos sólidos da Semasa).

 

Incrivelmente mesmo após deflagrada a Operação Mensageiro, em dezembro de 2022, a prefeitura de Lages (SC), promoveu contrato com a Serrana Engenharia no valor que ultrapassam R$ 14.000.000,00 ( quatorze milhões de reais ), com superfaturamento na ordem de R$ 6.000.00,00 ( seis milhões de reais ); após a desclassificação de concorrentes do grupo corruptor.

 

Segundo a desembargadora do TJSC que é relatora deste processo da Operação Mensageiro; que considera Lages como sendo pivô desta estruturação de corrupção e que tornou-se endêmica em cerca de 140 municípios de Santa |Catarina. A Justiça bloqueou mais de R$ 2.000.000,00 ( dois milhões de reais ), dos investigados somente em Lages (SC). A dimensão das práticas ilícitas como desde pagamentos de propinas milionárias para muitos agentes públicos de dezenas de prefeituras no Estado de Santa Catarina é algo estarrecedora, criminosas e que resultam em prejuízos para prestações de serviços públicos de vários municípios do Estado de Santa Catarina.

 

Pelo que já apurou até agora o Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC), juntamente com as equipes da GAECO e demais equipes que atuam nestas investigações que resultaram até o momento desta Operação Mensageiro; couberam levar à prisão vários políticos e outros agentes o públicos investigados. Um destes casos mostra a gravidade com que a empresa Serrana Engenharia ( atualmente Versa Engenharia ), montou o esquema de organização criminosa com finalidades de obtenção de favorecimentos e práticas de fraudes licitatórias para prestação de serviços de coleta de resíduos sólidos urbanos , além de serviços de energia elétrica e de saneamento básico em dezenas de cidades catarinense, com pagamentos de propinas para dezenas destes investigados pela Operação Mensageiro.

 

Em delação premiada à Justiça de Santa Catarina, o agora ex-prefeito ( ele deixou o cargo do Executivo Municipal ) de Itapoá - região Norte de Santa Catarina, revelou que recebeu propina da empresa Serrana Engenharia valor de R$ 400 mil reais. \" Eu não consigo precisar quanto de cada empresa, mas foi reunido um pouco antes de eu viajar \", disse o ex-prefeito de Itapoá em delação à Justiça de Santa Catarina. Equipes da GAECO durante ações de buscas e apreensão determinadas pelo MPSC, aprendeu na casa deste ex-prefeito de Itapoá um montante de R$ 180 mil reais dentro de uma caixa com estampa da empresa Serrana Engenharia.