\" OPERAÇÃO MENSAGEIRO\" REVELANDO SUSPEITAS DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA; MÁFIA

Desde que foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC); no início de dezembro de 2022, as investigações da \" Operação Mensageiro \", uma senão o maior escândalo até agora descoberto na história política administrativa em dezenas de municípios do Estado de Santa Catarina; mostra além de amplitude e gravidade da corrupção e do volume de recursos financeiros até agora levantados pelas investigações do MPSC e das equipes da GAECO, dentre outros órgãos que em conjunto atuam nos trabalhos na Operação Mensageiro |( já em sua quarta fase investigatória ); o quanto os desmandos dos desvios financeiros dos cofres públicos em dezenas de municípios catarinenses comprometeram e ainda comprometem os serviços públicos dos municípios catarinenses atingidos pelas ações de organizações criminosas; corruptas e mafiosas envolvidas nestes maior escândalo de corrupção em Santa Catarina.

 

SERIA UMA MÁFIA EM SANTA CATARINA PRATICANDO ROMBOS BILIONÁRIOS AOS COFRES PÚBLICOS ?

Segundo informações já apuradas pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC); até nesta quarta fase da Operação Mensageiro em Santa Catarina, os desvios financeiros aos cofres públicos em dezenas de municípios investigados; atingem na ordem de R$ 500 milhões. Porém, este valor poderá ser bem maior face à amplitude do modus operandi da organização criminosa, quadrilhas, máfia que praticou ilícitos ao erário público como já comprovados pelo MPSC durante estas quatro fases da Operação Mensageiro.

 

São crimes que vão desde corrupção ativa; corrupção passiva; lavagem de dinheiro, fraudes licitatórias; pagamentos de propinas e superfaturamentos de serviços no setor de coleta de lixo sólido urbano; serviços de energia elétrica e serviços na área do saneamento em dezenas de cidades catarinenses. Somente em propinas pagas pela empresa Serrana Engenharia e agora sendo apurados contra a empresa Serrana Engenharia ( atual Versa Engenharia ( que também está na mira destas investigações ); os montantes financeiros pagos em propinas já descobertos pela Operação Mensageiro; atingem na ordem de R$ 100 milhões de reais. Valores que poderão serem ainda maiores na medida com que avançam estas investigações por parte do MPSC. Há diversos consórcios criados com a participação da Serrana Engenharia em dezenas de municípios de Santa Catarina e que estão na mira das investigações do MPSC. Parte desta Operação Mensageiro prossegue em sigilo máxino nível 5.

 

Até a 4a. fase da Operação Mensageiro foram 16 prefeitos presos e dezenas de outros agentes públicos

Como existem recursos financeiros federais investidos em municípios de Santa Catarina e que são alvo da Operação Mensageiro; em que há projetos ligados ao saneamento básico, a Polícia Federal (PF), deverá atuar também nestas investigações. A empresa pivô deste escândalo da Operação Mensageiro, a Serrana Engenharia e que tornou-se recentemente Versa Engenharia , em que ambas estão sendo profundamente investigadas nesta Operação Mensageiro. Investigações da GAECO; apontam que a Versa Engenharia ( antiga Serrana ), somente num dos casos investigados; está envolvida em cerca de R$ 8 milhões em propina no município de Imaruí (SC); onde a Versa Engenharia conseguiu monopólio no serviço de coleta de lixo sólido urbano.

 

Em Lages (SC), as investigações da Operação Mensageiro, estima em mais de R$ 2.000.000,00 milhões pagos pela empresa Serra Engenharia em forma de propina para o prefeito Antônio Ceron (PSD) e outros três ex- secretários municipais. Ambos chegaram a serem presos preventivamente e após por determinação da Justiça; foram soltos de presídios em que estavam detidos e onde a Justiça de SC, determinou para ambos o com uso de tornozeleira eletrrônica para monitoramento por parte da Justiça de Santa Catarina.

 

Atualmente, o prefeito de Lages (SC), Antôniuo Ceron (PSD); reassumiu o cargo do Executivo Municipal enquanto prosseguem os processos no Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJSC). Outros casos de prefeitos presos pela Operação Mensageiro, como exemplo ao então prefeito de Tubarão Joarez Ponticelli (PP), o qual também havia sido preso preventivamentre juntamente com seu vice prefeito Caio Tokarski ( União Brasil ), sendo que Caio continua preso. Já, Joares Ponticelli (PP) , após alguns meses detido; acabou sendo solto por determinação da Justiça. Ponticelli (PP), acabou deixando o cargo do Executivo Municipal de Tubarão (SC).

 

Os prefeitos que renunciaram ao cargo diante das investigações da Operação Mensageiro foram além de Joares Ponticelli (PP) de Tubarão: Marlon Neuber (PL), de Itapoá; Vicente Corrêa Costa ( PL) de Capivari de Baixo ; Deyvison Souza (MDB), de Pescaria Brava. Em uma das audiências na Justiça de SC; Neuber admitiu ter recebido cerca de R$ 460 mil reais em \" propina \" da empresa pivô da investigação. Com relação à extinção de mandatos de prefeitos investigados pelo MPSC através da Operação Mensageiro, constam Luiz Henrique Saliba (PP), de Papanduva; Antônio Rodrigues (PP), de Balneário Barra do Sul.

 

Além destes prefeitos e um vice- prefeito preso na Operação Mensageiro, foram também detidos nesta ação do MPSC os seguintes prefeitos em Santa Catarina: Luiz Carlos Tamanini (MDB), de Corupá; Armindo Sesar Tassi (MDB), de Massaranduba; Adriano Poffo (MDB), de Ibirama; Adilson Lisczkovski ( Patriota ), de Major Vieira; Patrick Corrêa (PSL), de Imaruí; Luiz Divonsir Shimoguiri, (PSD), de Três Barras; Alfredo Cezar Dreher ( Podemos ); de Bela Vista do Toldo; Felipe Voigt (MDB); de Schoeder e Luis Antonio Chiodini (PP), de Guaramirim.

 

Além destes prefeitos foram ainda presos na Operação Mensageiro; vários outros agentes públicos que estão sob investigações do MPSC. Ao todo já são 196 mandados de busca e apreensão, 40 mandados de prisão preventiva, segundo o MPSC. O grupo Serrana Engenharia e que transformou-se neste início de 2023, Versa Engenharia, possui cerca de 30 anos de atuação na execução de contratos administrativos com dezenas de municípios de Santa Catarina. As investigações por parte do MPSC através da Operação Mensageiro é das mais complexas já realizadas ao combate a corrupção em Santa Catarina; face a amplitude do número de municípios sendo investigados e ao número de suspeitos investigados pela Operação Mensageiro. Vários dos investigados pelo MPSC na Operação Mensageiro já se tornaram réus por decisão do TJSC. O MPSC está almejando o retorno de vários investigados pela Operação Mensageiro e que haviam sido soltos da prisão para que retornem à prisão preventiva.