MPSC PEDE PRISÃO NOVAMENTE DO PREFEITO DE LAGES (SC) E DOIS EX-SECRETÁRIOS

O Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC), pediu novamente que haja prisão do prefeito de Lages (SC), Antônio Ceron (PSD), e de três ex-Secretários municipais investigados no maior escândalo de corrupção, lavagem de dinheiro; formação de organização criminosa; fraudes licitatórias, propinas; de acordo com as investigações realizadas pelo MPSC dentro da Operação Mensageiro. Operação investigatória que abrange cerca de 140 municípios catarinenses e que levou até agora dezenas de agentes públicos e empresários à prisão.

 

Houveram até o momento, quatro fases desta operação Mensageiro, deflagrada no início de dezembro de 2022. A Operação Mensageiro investiga crimes praticados, segundo amplas investigações e depoimentos de investigados pelo MPSC, bem como, documentos que comprovam uma série de práticas ilícitas no setor de serviços de coleta de lixo sólido urbano; setor de energia elétrica e também de saneamento básico e mais da metade do número de municípios catarinenses.

 

SUPOSTOS ESQUEMAS CRIMINOSOS PODEM ULTRAPASSAR MEIO BILHÃO

As investigações ainda continuam na mais complexa e abrangente operação contra a corrupção em Santa Catarina. O MPSC solicita a condenação do prefeito de Lages Antônio Ceron (PSD), além dos ex-Secretários Municipais em Lages (SC), Eroni Delfes Rodrigues e Antônio César Arruda- ambos jpá haviam sido presos preventivamente por decisão da Justiça de Santa Catarina.

 

Foram após soltos e agora novamente recai pedido para que haja novamente a prisão dos três acusados. Além do pedido de condenação por parte do MPSC, o Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC), exige o pagamento aos cofres públicos de Santa Catarina de R$ 1,8 milhão por parte do prefeito de Lages (SC), Antônio Ceron (PSD); R$ 115 mil contra o ex- Secretário Municipal Eroni Delfes Rodrigues e R$ 1,9 milhão por parte do Ex-Secretário Municipal Antônio César Arruda.

 

As investigações na Operação Mensageiro até agora já apontam desvios financeiros dos cofres públicos dos municípios que mantiveram contratos firmados com a empresa Serrana Engenharia ( atual Versa Engenharia ), em cerca de meio bilhão de reais - somente em propinas atingem mais de R$ 100 milhões de reais.