COMBATE À CORRUPÇÃO CRESCE NO BRASIL. PRISÕES EM PORTO ALEGRE (RS)

Uma ex-secretária de Educação e mais três pessoas foram presas na terça-feira (23), em Porto Alegre -RS. O presidente do MDB municipal foi afastado do cargo que ocupava na prefeitura de Porto Alegre. Uma operação policial foi deflagrada na manhã de terça-feira, para investigar irregularidades, ilícitos em licitações na Secretaria de Educação de Porto Alegre (RS) .

O grupo preso é suspeito de corrupção na compra de material escolar. Entre as quatro pessoas presas está a ex- secretária de Educação Sônia da Rosa. Também, foram cumpridos mandados de buscas e apreensão em Santa Catarina Rio de Janeiro, Maranhão e no Paraná. Foram presos além da ex- secretária de Educação de Porto Alegre, o empresário Jailson Ferreira da Silva; a ex- assessora técnica de gabinete Mabel Luiza Vieira, e a ex- coordenadora Pedagógica Michee Bartzen.

Além destas prisões por determinação da Justiça do Rio Grande do Sul; houve também por determinação da Justiça que oito servidores públicos municipais de Porto Alegre (RS, tivessem suas funções públicas suspensas por um período de 180 dias, incluindo também neste caso o atual secretário municipal extraordinário de Modernização e Gestão de Projetos, Alexandre Borck, que preside o MDB municipal e que acabou sendo afastado do cargo e da secretaria municipal.

A Justiça do Rio Grande do Sul, determinou ainda que 11 empresas e dois empresários deixassem de fazer negócios com a Prefeitura de Porto Alegre (RS)., por um período de 180 dias Sônia da Rosa foi exonerada em junho de 2023, logo após amplas reportagens do Grupo RBS revelar supostos esquemas de corrupção em licitações e mostrar que os novos materiais escolares adquiridos pela Prefeitura de Porto Alegre, sequer haviam sido distribuídos na Rede Municipal Escolar. Segundo informações, as investigações da Polícia apontaram ainda de que houve conluio no esquema criminoso .

As investigações também apontaram de que milhares de livros, além de cerca de mil notebooks e outros milhares de kits pedagógicos foram encontrados acumulados em galpões e depósitos de diferentes escolas municipais de Porto Alegre. Duas CPIs foram instaladas na Câmara Municipal de Porto Alegre (RS), para apurar as irregularidades. Desde 2022, as empresas que venceram as licitações receberam da prefeitura de Porto Alegre (RS), R$ 43,2 milhões, segundo a polícia e as investigações continuam referentes a outros R$ 34 milhões para compra de 544 mil livros.