PREFEITURA DE MACEIÓ EM CRISE DOA R$ 8 MILHÕES PARA ESCOLA DE CARNAVAL DO RIO

A prefeitura de Maceió (AL), fez doação de R$ 8 milhões de reais para a escola de samba Beija-flor, do Rio de Janeiro (RJ). O presidente da Câmara Federal Arthur Lira (PP), de Alagoas, compareceu ao carnaval do Rio pela primeira vez e desfilou na escola da Beija-flor. 


O patrocínio de R$ 8 milhões, segundo o colunista Josias de Souza, no UOL News de segunda-feira (12), revela como a prefeitura de Maceió (AL), se colocou à disposição dos interesses de Arthur Lira. " Isso é um grande vexame.

A prefeitura de Maceió pagou, com o dinheiro público, por uma marquetagem que inventa um enredo pretensamente verdadeiro com objetivo de iludir a sociedade brasileira e a população alagoana criando uma fantasia ", disse. Josias foi mais além ao destacar que " isso é desrespeitoso", lembrando que MACEIÓ POSSUI OUTRAS URGENTES PRIORIDADES ALÉM DE FINANCIAR UMA ESCOLA DO RIO DE JANEIRO ".

O que se viu neste contexto da prefeitura de Maceió (AL), em liberar R$ 8 milhões não foi colocada a serviço da imagem da prefeitura de Maceió, porém, aos interesses do deputado federal Arthur LIra (PP), que é um dos candidatos ao Senado Federal na próxima eleição. " É muito vergonhoso ", exclamou o colunista.

BAIRROS AFUNDANDO EM MACEIÓ (AL). MACEIÓ VIRANDO CIDADE FANTASMA

Quatro bairros de MACEIÓ- CAPITAL DO ESTADO DE ALAGOAS, ESTÃO TRANSFORMADOS EM ÁREA FANTASMAGÓRICA. Ruas desertas, casas desmoronando sendo que dezenas de milhares de famílias que foram obrigadas a abandonar suas casas diante o efeito do afundamento provocado pela mineração de sal-gema em Maceió.

É um verdadeiro cenário de guerra. Ao todo, segundo informações, foram mais de 64 mil pessoas foram em sua maioria retiradas da região que continua apresentando problemas e ameaçando afundamento na região da mina de sal-gema. O primeiro local em que ocorreu o registro de rachaduras em casas e fissuras nas ruas foi o bairro do Pinheiro, um dos mais tradicionais de Maceió (AL). O bairro abrigava moradores de classe média na área central de Maceió. Em seguida, ocorreu instabilidade em outros bairros: Bom Parto, Bebedouro e Mutange. O bairro do Farol- perto de Pinheiro, também teve parte das casas afetadas. O processo de desocupação dos imóveis atingidos pelos efeitos do afundamento de solo, começou no decorrer de 2018 de forma voluntária no bairro Pinheiro.

O Mutange, é um dos bairros hoje que está totalmente inabitado. Pesquisas na região do afundamento de solo realizados pelo Serviço Geológico do Brasil, apontou que o afundamento do solo tinha relação com a mineração da empresa Braskem, que abriu 35 minas no subsolo para extração de sal-gema durante quatro décadas. Muita indignação e triste para maioria das famílias que foram orbigadas a abandonar suas casas na região atingida.

Um termo com o Ministério Público Federal (MPF), e Ministério Público Estadual (MPE), além da Braskem foi assinado em dezembro passado com três frentes de atuação: sociourbanística; ambiental , e de monitoramento e estabilização. Alagoas, possui um dos piores desiquilíbrios sociais e econômicos do país, onde cerca de 20% concentra muita renda entre os mais ricos e 80% da população entre os mais pobres. A desigualdade de renda em Alagoas é uma das maiores do Brasil e na capital Maceió, a desigualdade social-econômica reflete similaridade aos municípios do interior.

CORRUPÇÃO EM ALAGOAS NÃO DIFERE MUITO DO RESTO DO BRASIL

Em meados de 2022, o então governador naquela gestão estadual Paulo Dantas (MDB), foi afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Motivo ? Corrupção. Investigações do MPF e PF apontaram desvios financeiros dos cofres públicos na ordem de R$ 54 milhões por meio de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa de Alagoas. A PF cumpriu 31 mandados de busca e apreensão.

As investigações da PF apontaram uso de laranjas para sacar recursos financeiros e de uma construtora era utilizada para a lavagem destes recursos públicos desviados dos cofres públicos. Alagoas é o mesmo estado do político Renan Calheiros (MDB), e de Arthur LIra (PP) ambos já investigados pelo MPF e PF por suspeitas de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Maceió (AL), enfrenta graves problemas na área habitacional onde milhares de famílias vivem em casebres e enfrentando falta de saneamento público, além de dificuldades nas áreas de educação, saúde e de geração de emprego e renda.