SANTA CATARINA COM MAIS MUNICÍPIOS ENVOLTO DA CORRUPÇÃO
E mais uma operação de combate a corrupção, fraudes e, portanto, combate ao crime organizado, desvios de recursos públicos em vários municípios do Estado de Santa Catarina- um dos estados brasileiros com avalanche de casos de roubalheira do dinheiro público em diversas prefeituras catarinenses. Desta vez, deflagrada a Operação Móvel em que o Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC), através da 4a. Promotoria de JUstiça de São Miguel D´Oeste (SC); autorizou equipes da GAECO ( Grupo de Atuação Especial ao Combate ao Crime Organizado ), cumprir 16 mandados de buscas e apreensão nos municípios de Paraíso; Descanso; Tunápolis, Belmonte, Iporã do Oeste, Flor do Sertão e Itapema - todos municípios de Santa Catarina e ainda no município paranaense de Flor Serra do Sul. Segundo investigações, há suspeitas de envolvimentos de várias pessoas na prática criminosa fraudando licitações públicas e também em contratos administrativos fraudulentos com envolvimento, inclusive, de diversos servidores públicos.
É OPERAÇÃO MÓVEL. É OPERAÇÃO PRESSÁGIO. TANTAS OUTRAS EM SC: ROUBALHEIRA QUE PARECE NUNCA TERMINAR
A Operação Móvel, investiga crimes no ramo do transporte de pacientes, além de serviços de assessoria junto a secretarias municipais de Saúde dos municípios investigados nesta operação de combate a corrupção e de combate ao crime organizado em Santa Catarina. Só para lembrar alguns dos casos mais recentes de combate a corrupção em dezenas de municípios do Estado de Santa Catarina, basta destacar por exemplo, o caso da Operação Mensageiro deflagrada em dezembro de 2022 e que levou 18 prefeitos à prisão, um vice-prefeito, vários secretários municipais, empresários da empresa Serrana Engenharia, cuja empresa prestara serviços no setor de saneamento básico, coleta de lixo sólido urbano e no setor de energia elétrica em dezenas de municípios de Santa Catarina.Os desvios financeiros dos cofres públicos somente na Operação Mensageiro, segundo apurou as investigações do MPSC, atingiram cifras superiores a cerca de R$ 500 milhões de reais e somente em pagamentos de propinas foram MAIS DE R$ 100 MILHÕES DE REAIS. Houveram quatro fases desta operação Mensageiro e que ainda segue o trabalho investigatório. Os prejuízos financeiros além de outros danos diante a falta de prestação maior melhor qualidade dos serviços públicos municipais daqueles municípios alvos de operações de combate a corrupção e às organizações criminosas em Santa Catarina é algo estarrecedor e quem mais fica prejudicado diante toda esta roubalheira do dinheiro público, infelizmente é a grande maioria da população que depende destes serviços públicos com qualidade.