MENSAGEIRO : MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO E DESVIOS DO DINHEIRO PÚBLICO EM SC PARECE TRAVADO
A resposta certamente está sob poder decisório do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJSC) quanto a dezenas de processos tramitando desde que iniciou-se os trabalhos investigatórios por parte do Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC), após a deflagração da Operação Mensageiro, no início de dezembro de 2022. Foram presos ao longo de cinco fases da Operação Mensageiro, vários prefeitos, vice-prefeito; diversos secretários municipais, além de outros agentes públicos municipais e até empresário responsável pela empresa Serrana Engenharia ( atual Versa Engenharia ) e cuja empresa é pivô deste que é por enquanto considerado o maior escândalo de corrupção, lavagem de dinheiro; formação de organização criminosa; fraudes; pagamentos de propinas milionárias, dentre outros ilícitos.
O mais estranho nisto tudo é que mesmo após serem presos vários dos investigados, inclusive tendo vários réus perante o Judiciário do Estado de Santa Catarina e relacionado a estas investigações do MPSC na Operação Mensageiro; já se passam praticamente seis meses - ( metade praticamente do ano de 2024 ) e ao que se parece; existe um travamento na Operação Mensageiro. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJSC), continua ainda devendo respostas à sociedade catarinense sobre como andam os trabalhos voltados à Operação Mensageiro. Já que trata-se de andamento de processos onde muitos deles encontram-se sob sigilo. Certamente, a população de Santa Catarina, especialmente daqueles municípios prejudicados pelas ações de organizações criminosas, exigem, respostas efetivas, objetivas. Afinal, quem praticou corrupção, desvios financeiros dos cofres públicos ;merecem além da prisão; devolver tudo o que foi desviado aos cofres públicos.
ROUBALHEIRA DO DINHEIRO PÚBLICO EM SANTA CATARINA É ALGO AVASSALADOR
Aliás, são muitos municípios do Estado de Santa Catarina que assinaram contratos com a empresa Serrana Engenharia no setor de serviços de coleta do lixo sólido urbano; serviços de manutenção de energia elétrica; saneamento básico e, inclusive, no setor de abastecimento de água à população e os quais ainda poderão serem alvos desta Operação Mensageiro. Segundo as investigações do MPSC, os desvios financeiros dos cofres públicos até esta quinta-fase já alcançam cerca de meio bilhão de reais, sendo que mais de R$ 110 milhões foram pagos em forma de propinas. Santa Catarina mostra através da Operação| Mensageiro, ser um dos estados onde quadrilhas, organizações criminosas estão agindo e desde décadas subtraindo de forma ilícita alguns bilhões dos cofres públicos através de várias ações que abrangem inúmeros municípios catarinenses. Basta destacar as dezenas de operações investigatórias realizadas pelo MPSC através do trabalho das equipes da GAECO; DEIC e DIC em Santa Catarina. Os prejuízos são incalculáveis aos cofres públicos em dezenas de municípios de Santa Catarina diante destas ações de quadrilhas, organizações criminosas que saqueiam cofres públicos, deixando a população a mercê de falta de qualidade nos serviços públicos em várias áreas: desde Saúde, Educação, Infraestruturas; habitação; saneamento básico, etc.