MPSC DENUNCIA PREFEITO DE CRICIÚMA (SC), POR " ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, FRAUDE E CORRUPÇÃO "

O Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC), denunciou o prefeito de Criciúma (SC), empresário Clésio Salvaro ( PSD ), por " organização criminosa; fraude em licitações e corrupção ", relacionados ao serviço funerário em Criciúma. Segundo denúncia do MPSC; o prefeito Clésio Salvaro ( PSD ), teria atuado para " beneficiar grandes grupos funerários de cidades de fora ". O MPSC, segundo ainda na denúncia contra o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro ( PSD ), destacou que além de " alterar " a legislação municipal a fim de reduzir de seis para quatro o número de funerárias que podem realizarem a prestação de serviços; em Criciúma (SC); passando informações privilegiadas a um crematório particular. Relatórios elaborados pelo GAECO ( Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado ), apontaram a suspeita de prática dos delitos de fraude em procedimentos licitatórios em contratações públicas. Além do prefeito de Criciúma (SC), Clésio Salvaro (PSD ), foram denunciados o secretário municipal de Assistência Social Bruno Ferreira; o vereador Daniel Frederico Antunes e outras 18 pessoas suspeitas de envolvimento dos crimes que acabaram resultando na deflagração da operação Caronte, por parte do Ministério Público do Estado de Santa Catarina. 


As diligências foram cumpridas pelas equipes do GAECO. Cabe recurso à defesa dos investigados por parte do MPSC. Num vídeo nas redes sociais, o prefeito de Criciúma (SC), Clésio Salvaro ( PSD ); disse estar " disposto " a colaborar com a investigação ". Foram cumpridos mandados de prisão e 38 mandados de buscas e apreensão, através da " Operação Caronte ", deflagrada pelo MPSC, por meio do GAECO ( Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas ) e do GEAC ( Grupo Especial Anticorrupção ). 

As diligências foram realizadas na sede da Prefeitura de Criciúma (SC) e na casa do prefeito Clésio Salvaro ( PSD ). Sete pessoas foram presas preventivamente e encaminhadas para audiência de custódia, sendo dois dos investigados são agentes públicos e que foram afastados das funções por determinação judicial. Os nomes não foram informados pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC). A OPeração Caronte, teve abrangência também nas cidades de Florianópolis; Itapema; Jaraguá do Sul; Palhoça; São José; Içara , ambas cidades catarinenses e também em Itati (RS). A investigação teve início em 2022. Essa é a segunda fase desta investigação.