SÍRIA - SEDNAYA REVELA INFERNO DO "MATADOURO HUMANO " DO TIRANO BASHAR AL SAAD
Publicado em 12/12/2024
Autoria Destaque Catarina
O presídio de Sednaya com cinco andares subterrâneos na Síria, localizado cerca de 32 quilômetros da capital Damasco, revelou nesta semana, logo após a derrubada do ditador, tirano Bashar al Saad, os horrores de uma espécie de inferno de um dos mais de 100 centros de detenções de milhares de opositores do regime do então tirano e ditador da Síria, Bashar al Assad. O presídio de Sednaya com cerca de 1,4 quilômetros quadrados e contendo duas edificações - o " edifício Vermelho" os presos comuns e o " edifício Branco "; que abrigava oficiais e soldados do exército da Síria, sendo ambos com capacidade entre 10 a 20 mil prisioneiros, aponta a Anistia Internacional.
Torturas, enforcamentos, execuções sumárias; corpos sendo queimados vivos; espancamentos sangrentos, além da falta de alimentos, falta de água e de assistência à saúde; levaram cerca de 20 mil prisioneiros sírios à conviver diariamente sob a escuridão e sobre a pressão psicológica, além também de sequer poderem dormir além do limite de horário pré-estabelecido pelos guardas do presídio de Sednaya; fizeram dos cerca de 20 mil prisioneiros sírios em Sednaya, um verdadeiro inferno neste que foi apelidado mundialmente de " Matadouro Humano " de Bashar al Saad.
Milhares destes prisioneiros sequer puderam escapar das execuções . Milhares deles morreram ainda por causas derivadas das agressões cotidianas que sofriam dentro de Sednaya. Em outros centros de prisioneiros na Síria, ocorreram atos de semelhança ao que ocorriam em Sednaya. Estima-se que mais de 126.000 prisioneiros morreram nos mais de 100 centros de detenções secretos desde início do governo do ditador e tirano Bashar al Saad, no ano 2000.
Sednaya manteve por décadas milhares de prisioneiros ( estima-se mais de 20 mil ) somente neste presídio de um total de mais de 100 centros de detenções espalhados pelo território sírio.
Celas subterrâneas onde prisioneiros eram sacrificados ali mesmo diante dos olhares tensos dos demais ali detidos pelo regime de Bashar al Saad. Havia no chão das celas e pelos corredores escuros marcas de sangue; suor, fezes, urina pus como sendo parte dos sinais das agressões físicas praticadas pelos seguranças do regime de Bashar al Assad. Até pequenos pedaços de carne humana podre haviam sido encontrados dentro do presídio de Sednaya, num claro sinal de que ali haviam graves agressões físicas aos muitos dos presos.
Julgamentos secretos ali em Sednaya , assim como nos demais centros de detenções espalhados na Síria; sequer duravam poucos minutos.
Sobreviventes no inferno característico de um " matador humano "; disseram que os guardas determinavam regras de silêncio total e absoluto dentro do presídio e que os cadáveres diariamente era retirados em cobertores sujos e sangrentos das vítimas pelos guardas da prisão e sempre às 9hs da manhã. Um dos casos denunciados à Anistia Internacional logo após haverem sido libertos pelos rebeldes há poucos dias atrás, disse que viu um jovem ser colocado dentro de um pneu e ser queimado vivo pelos guardas do presídio.
Outros casos de sacrifícios humanos levavam presos a a torturar outros presos dentro das celas, onde muitos dos agredidos chegavam à conterem lesões permanentes, além da incapacidade e até ocorrendo mortes. Suicídios eram comuns dentro do presídio de Sednaya, na Síria, revelou um dos presos que sequer sabia quanto tempo havia estado ali na escuridão, sem nenhuma condições digna de alimentar-se, beber água e ver a luz . O ditador, tirano Bashar al Saad deverá ser levado à julgamento por crimes hediondos e crimes humanitários. Bashar al Saad fugiu da Síria no domingo ( 08/12), rumando para a Rússia onde o Kremlin, deu asilo político à um dos mais cruéis e criminosos do mundo, ou seja: Bashar al Saad.