CESSAR-FOGO EM GAZA PROVOCA COMOÇÃO NA PALESTINA E EM ISRAEL

Ao entrar em vigor no domingo (19/1), o acordo entre Israel e o Hamas para um cessar-fogo, ocorreu de imediato no domingo (19/1), a libertação de três reféns israelenses que estavam em poder do Movimento de Resistência Islâmica ( Hamas ), em território da Faixa de Gaza. No mesmo dia, logo em seguida, de acordo com as negociações entre Israel e o Hamas, o governo israelense também deveria de imediato soltar 90 palestinos que estavam presos em Israel. 


O cessar-fogo teve início às 06:15 minutos de domingo (19/1) horário de Brasília, ou seja, às 11h15 do horário local. Houve um atraso de quase três horas, tempo que infelizmente israel em ataques em plena véspera deste início do acordo, matar 19 palestinianos em ataques militares na Faixa de Gaza. 

As reféns libertadas pelo Hamas no domingo são: Romi Gonen (24); Doron Steinbrecher ( 31) e Emily Damari (28) . Em troca de cada uma, serão libertados 30 palestinianos que encontram-se detidos em Israel. Até 1650 palestinianos que encontram-se presos em Israel, poderão serem libertados diante deste acordo entre Israel e o Hamas. Atualmente 10.400 palestinianos encontram-se em prisões em Israel, sem contar aqueles detidos em Gaza durante os últimos 15 meses deste conflito; de acordo com o comissão Palestina de Assuntos e Ex-Detidos e a Sociedade de Prisioneiros Palestinos.

A alergia e o desespero tomou conta de Gaza, durante o domingo (19/1). O Ministério de Justiça de Israel, divulgou que uma lista de 95 mulheres e crianças serão libertadas no domingo (19/1) após início do cessar-fogo. Ainda segundo relatos, 110 prisioneiros palestinos condenados à prisão perpétua por tribunais de Israel, serão trocados por nove prisioneiros israelenses doentes e feridos. Além ainda, homens israelenses com mais de 50 anos de idade, serão libertados em troca de prisioneiros palestinos na proporção de 1:3 para aqueles condenados à prisão perpétua e 1:27 para aqueles que cumprem outras sentenças. Tanto palestinos quanto israelenses celebram o cessar-fogo nas ruas em Gaza em também em Israel. Durante a primeira fase deste acordo, Israel libertará 737 palestinianos .

AJUDA HUMANITÁRIA COMEÇA INTENSAMENTE NA FAIXA DE GAZA ONDE SÓ RESTAM DESTROÇOS

A reabertura da fronteira entre o Egito com a Faixa de Gaza, já proporciona a entrada de centenas de caminhões carregados de alimentos, suprimentos e equipamentos médicos, água potável, roupas quentes ( devido ao frio intenso nesta época do ano na região da Palestina ); bem como, equipes de socorros para dar atendimento à centenas de milhares de palestinianos - milhares deles feridos e onde muitos destes feridos gravemente devido aos ataques de Israel; além ainda de doenças graves face à situação caótica com que encontram-se mais de 1.900.000 mil palestinianos acuados perto da fronteira com o Egito.

A ajuda humanitária em Gaza contará com 600 caminhões por dia, de acordo com as Organização das Nações Unidas ( ONU), Equipes da Cruz Vermelha já estão entrando na Faixa de Gaza para prestar os primeiros socorros à milhares de palestinianos sofrendo diante desta guerra do Hamas com Israel. A entrada principal ao território da Faixa de Gaza está sendo por Rafah. Trata-se de uma catástrofe a crise humanitária no território da Faixa de Gaza, onde crimes hediondos praticados pelos bombardeios israelenses sob comando de Benjamin Netanyahu sequer pouparam creches; hospitais; ambulâncias; jornalistas que atuavam na cobertura deste conflito; além de crimes por impedir a entrada de ajuda humanitária durante os quase 479 dias de guerra. Mais de 48.700 palestinianos foram mortos nos ataques de Israel - sendo mais de 21,350 crianças; outras mais de 12.000 mulheres e idosos e demais jovens que somados chegam a cerca de 50.000 mil mortos, sem contar os mais de 320.000 palestinianos que ficaram feridos neste conflito entre Hamas e Israel. 

Grupo de direita no governo de Israel, rejeitaram o acordo e prometem deixar o governo em protesto contra a decisão deste acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza. A ONU; UNICEF; OMS denunciam os crimes de guerra praticados por Israel no território da Faixa de Gaza. O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, além de estar respondendo processos na Justiça de Israel por crimes de corrupção; deverá também responder junto ao Tribunal Penal Internacional pelos crimes de guerra e crimes humanitários contra o povo da Palestina. O imenso desafio após o cessar-fogo na Faixa de Gaza, será o de primeiro proporcionar ajuda humanitária, assistência médica e hospitalar, assistência psicológica, garantir a saúde, garantir alimentação, garantir o abastecimento de água, além de reestabelecer condições adequadas de moradia, abrigo para centenas de milhares de palestinianos que sequer possuem mais suas casas para poderem retornar ao convívio familiar em sua plenitude como era antes da guerra do Hamas com Israel.