Professores em greve passam a madrugada acampados

Os professores grevistas da rede estadual passaram a madrugada acampados em frente à sede da Secretaria estadual de Educação, na Rua da Ajuda, no Centro. De acordo com os manifestantes, o acampamento permanecerá montado até a próxima quinta-feira, quando os líderes do movimento se reunirão com secretários do governo para tentaram achar uma solução para o impasse.

Segundo a coordenadora geral do Sindicato Estadual dos Profissionais e Educação do Rio de Janeiro (Sepe), Vera Nepomuceno, os professores esperam ter o mesmo apoio da população que os bombeiros tiveram. Os grevistas reivindicam um aumento de 26% para professores e funcionários, incorporação imediata da gratificação da nova escola, descongelamento do plano de carreira dos funcionários e o direito de realizar eleições para diretores nas escolas.

- Os professores recebem R$ 765,66 e são descontados em 11%. E o salário dos funcionários com os descontos é de R$ 434. De janeiro até junho deste ano 3 mil professores já largaram a rede estadual. Temos que trabalhar todos os dias em três turnos para termos um salário razoável - disse Vera.

Para esta quarta-feira, os manifestantes programam diversas atividades em frente à sede da Secretaria estadual de Educação. Logo pela manhã haverá um café da manhã, depois os professores darão aulas ao ar livre sobre o coronelismo, que segundo Vera Nepomuceno, ainda acontece no Rio de Janeiro. Também haverá um \"arraiá\" satírico com uma fogueira onde os professores pretendem queimar todas as irregularidades do governo.

Na próximo sexta-feira a classe se reunirá em uma assembleia para discutirem a proposta apresentada pelo governo, na quinta-feira. O objetivo será saber se irão persistir na greve, que nesta quarta-feira completa 36 dias, ou se vão interrompê-la.

Na tarde de terça-feira, um grupo de cerca de 50 professores em greve invadiu, por volta das 13h, o prédio onde funciona a Secretaria estadual de Educação. Durante a invasão, houve confusão entre docentes e seguranças, e uma porta de vidro foi quebrada. Policiais do Batalhão de Choque e do 5º Batalhão (Praça da Harmonia) entraram no prédio e jogaram spray de pimenta no grupo, segundo os próprios manifestantes. Com a ajuda de um carro de som, pelo menos mais 200 educadores permaneceram junto ao prédio durante a tarde.

A invasão durou cerca de dez minutos, e os professores chegaram ao 5º andar, onde 40 professores montaram um acampamento. Eles foram inicialmente recebidos pelo subsecretário de Gestão de Pessoas, Luiz Carlos Becker. Wilson Risolia, secretário de Educação, recebeu os docentes após chegar de uma agenda no Tribunal de Justiça. Policiais militares acompanharam as negociações. No encontro, segundo nota divulgada pela Secretaria de Educação, Risolia defendeu que o governo vem cumprindo os compromissos assumidos com a categoria, inclusive com melhorias salariais, e reafirmou os avanços conquistados até agora.



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