Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais
Quinta-feira, dia 28 ;Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina tem o desafio de intensificar o trabalho de prevenção e ampliar a faixa etária para a vacinação da população contra essas doenças. A maior preocupação está voltada para a Hepatite B. Em Santa Catarina, 8.269 pessoas possuem o vírus. O maior número de ocorrências se verifica no Oeste catarinense, onde Chapecó se destaca com
o registro 2292 casos.
Já a distribuição geográfica da Hepatite C concentra-se na região litorânea, principalmente em Florianópolis, com 1.356 casos. Isto ocorre devido a algumas características da região como presença de portos, o tráfico e o uso de drogas ilícitas e estruturação de ambulatórios especializados.
No estado, 5.651 pessoas são portadoras da Hepatite C. A transmissão pode estar associada à forma de infecção parental pelo uso de drogas ilícitas, transfusão de sangue e hemoderivados. A predominância é do sexo masculino.
Já a mulher é mais vunerável à infecção pelo vírus B em função de microlesões ocorridas durante o ato sexual, facilitando a contaminação e sendo a principal fonte de infecção.
A gerente de DST/AIDS e Hepatites Virais, Maria da Graça dos Anjos, destaca que toda a gestante tem direito garantido à vacinação contra a Hepatite B, independente da faixa etária e do exame sorológico, que identifica a profilaxia do bebê, reduzindo a transmissão vertical.
Segundo Maria da Graça, a meta para 2012 será ampliar a faixa etária de vacinação de 25 para 29 anos. “Essa é a maior estratégia para vencer essa epidemia silenciosa, que tem como maior fator de risco a transmissão sexual. A vacina está disponível em todos os postos de saúde do estado”, explica a gerente.
A hepatite B ou C é transmitida pelo sangue. A hepatite B também é uma doença sexualmente transmissível e muito fácil de pegar. Pessoas que não usam preservativos quando praticam sexo correm o risco de se contaminar. A gestante portadora do vírus B pode transmitir para o seu bebê, por isso a importância do teste de hepatite na gestação. O uso de drogas com o compartilhamento de seringas, agulhas e canudos de inalação tem sido uma das principais fontes de transmissão da Hepatite C.
O setor beleza também é uma fonte de transmissão da doença, através de materiais perfurocortantes que não estejam devidamente esterilizados, como alicates de unha e palitos de laranjeira, utilizados por manicures e podólogos. A colocação de piercing ou a realização de tatuagens sem esterilização adequada também contribui para a contaminação.
Quem precisa fazer o exame?
- vítimas de abuso sexual;
- pessoas que moram na mesma casa com portador do vírus B;
- parceiros sexuais de portadores do vírus B ou C;
- usuários de drogas injetáveis e inaláveis;
- pessoas que praticam sexo sem camisinha;
- pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1993.
Sintomas e evolução
Nem sempre os sintomas das hepatites B e C aparecem. Quando ocorrem, podem apresentar: pele e olhos amarelados, cansaço, tontura, enjôo, febre, dor na região do fígado, falta de apetite, urina escura, fezes claras. Os casos graves, quando não tratados, podem evoluir para cirrose e câncer.
Existe vacina? Quando deve ser aplicada?
Tem vacina apenas contra a hepatite B. Para ficar protegido é preciso receber três doses. A vacina está disponível nos postos de saúde para todas as pessoas menores de 25 anos e para aquelas com maior risco de pegar o vírus, como homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, portadores do vírus C, usuários de hemodiálise, portadores de outras doenças com alto risco de transfusão de sangue ou uso de produtos sanguíneos, soropositivos para o HIV.
HEPATITE A: Sua incidência está diretamente relacionada com a qualidade do saneamento básico e o tratamento de água. A principal via de contágio é fecal-oral, por contato inter-humano ou por água e alimentos contaminados.
É tratada com repouso, dieta e jejum de álcool.
HEPATITE B: O contágio costuma se dar através de relações sexuais desprotegidas, uso compartilhado de seringas, procedimentos com equipamentos não-esterilizados. Os sintomas são: fadiga, problemas digestivos, cirrose, edema, icterícia, ascite, varizes de esôfago e alterações hematológicas. O tratamento é feito com medicamentos, em ambulatório especializado.
HEPATITE C: Progride para a forma crônica em 85% dos casos. Como não há cura virológica, o portador do vírus permanece impossibilitado de doar sangue. O contágio, normalmente, se dá pelo contato com o sangue infectado, através do uso compartilhado de seringas, procedimentos com equipamentos não-esterilizados (em manicures, tatuadores, dentistas) e acidentes ocupacionais. O portador pode apresentar fadiga, problemas digestivos, cirrose, icterícia, edema, varizes de esôfago e alterações hematológicas e o tratamento é feito com a aplicação de medicamento
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde