Santa Catarina e crise na Saúde

Uma triste realidade. A situação atinge muitas cidades catarinenses e vai desde pequenos municípios como Anita Garibaldi, na Serra Catarinense até a Grande Florianópolis e em Joinville (SC).

Diversos hospitais no Estado de Santa Catarina atingidos pela mais absoluta crise na área da Saúde pública. Em Joinville ( a maior cidade de Santa Catarina); com quase um milhão de habitantes; a Promotoria de Cidadania do Ministério Público chegou a identificar in loco a situação caótica dos hospitais São José e o Hans Dieter Schmidt.

Faltam médicos em todas as especialidades; desde clínico geral até psicólogos e existem más condições de trabalho, averiguou a promotoria pública em Joinville (SC).  Em Florianópolis (SC), a situação também é grave no Hospital Infantil Joana de Gusmão e no Hospital Regional de São José(SC), também há uma série de problemas

Ainda, o Cepom (considerado hospital de referência em atendimento oncológico) em Santa Catarina, possui várias salas para internamentos à espera de conclusão dos serviços. Além disso, muitos equipamentos que há anos estão no Cepom sem poder prestar o atendimento aos pacientes que precisam com urgência destes serviços de saúde.

São centenas de pacientes procurando cada um destes hospitais diariamente em Santa Catarina, pois em grande parte dos municípios faltam maior atendimento nas Unidades em Postos de Saúde, obrigando  as pessoas recorrerem aos hospitais e emergências. Segundo a promotoria de Cidadania do Ministério Público em Joinville (SC), a situação é a pior imaginável.  

No Hospital São José, em Joinville, muitos pacientes encontrados em corredores em cima das macas. A falta de médicos foi considerada pela Justiça como gritante.

No Hospital Infantil deste município a crise também é caótica com superlotação e com falta de médicos para prestar o atendimento às crianças ali internadas. O MP considerou como generalizada a falta de médicos.

Grande Florianópolis (SC)- Superbactéria assusta
O mais grave dentro desta realidade na saúde pública em Santa Catarina surge agora com casos de uma Superbactéria dentro do Hospital Celso Ramos  em Florianópolis (SC); e suspeita-se quatro óbitos em função desta bactéria chamada KPC.

O trabalho de higienização mais rigorosa foi recomendado e iniciado em todos os hospitais de Florianópolis e em São José.

Recentemente, denúncias de que o Hospital Infantil Joana de Gusmão que atende centenas de crianças por mês; não havia à disposição um aparelho de endoscopia, pois o único estava estragado e à espera de recuperação.

Também enfrentava dificuldades no atendimento na área de Ortopedia. Isto sem contar a falta de outros aparelhos e até produtos essenciais na prestação de atendimento à saúde das crianças ali internadas.

Região Serrana - Hospitais em crise ameaçam fechar portas
O mais recente caso nesta semana é do Hospital  Frei Rogério, em Anita Garibaldi, na região serrana. O único hospital desta cidade está sob ameaça de fechar as portas.  

A comunidade local está mobilizada visando achar uma solução e até uma associação comunitária para manter abertas as portas deste hospital e mantendo o atendimento, chegou a ser discutida nesta semana que passou. 

Em Lages, a principal cidade serrana com quase 200 mil habitantes e cidade natal do atual Governador Raimundo Colombo (PSD), o Hospital e Maternidade Tereza Ramos, enfrentou há poucos dias atrás uma manifestação pública devido à falta de atendimento na área de Radiologia, já que o aparelho está neste hospital há vários meses,  porém, sem funcionamento.

O outro hospital (Nossa Senhora dos Prazeres), o mais antigo em Lages também chegou ameaçar fechar as portas da Emergência.

Herança maldita de Governos em Santa Catarina
Um rastro de incompetência e má gestão pública estadual nos últimos vinte e trinta anos fizeram de Santa Catarina, especialmente na área da Saúde cair num abismo nunca antes vivenciado.

A maioria dos hospitais da rede pública estão em crise, ou por falta de equipamentos, leitos, médicos, enfermeiros, e até materiais mais simples e comuns para prestar o atendimento á milhares de pacientes que vão em busca de atendimento à saúde.

Solicitações por exames dependendo da especialidade chega a fazer com que pacientes fiquem meses à espera de realizá-los. Em muitos destes casos a pessoa tem que recorrer ao Ministério Público para poder ter o mais rápido atendimento. Muitas cirurgias também estão incluídas nesta realidade.

Triste imaginar que ex-governadores de Santa Catarina deixassem a saúde pública cair neste abismo onde milhares de pessoas ficam sujeitos ao sofrimento. Isto sem contar os desvios de recursos públicos e que estão sob a investigação do Ministério Público e da Polícia Federal.

A poopulação catarinense merece urgente respostas sobre estas investigações e apurar as responsabilidades.