MPF quer a prisão de secretário em SC
O caos dentro do Hospital Hans Dieter Schmidt, em Joinville,SC, foi um dos principais motivos que levou o Ministério Público Federal do estado de Santa Catarina, pedir a prisão do atual Secretário de Estado da Saúde Dalmo de Oliveira. A situação é tão grave que pacientes à beira da morte esperam por uma cirurgia que demora dias, semanas e colocando em riscos eminentes a vida de dezenas de pacientes em Joinville,SC.
Já a emergência do Hospital Regional de São José,SC, na região da Grande Florianópolis,SC, é pior ainda. Ou seja, há pacientes em corredores e nas macas, sendo alguns deles com idade avançada. A falta de atendimentos emergenciais de Emergência de média e alta complexidade de dezenas de pacientes como no caso de Joinville,SC, são fatores principais que levaram o Ministério Público Federal de Santa Catarina a tomar esta decisão de pedir a prisão do Secretário de Estado da Saúde de Santa Catarina Dalmo de Oliveira por improbidade administrativa. A defesa busca recursos para evitar a prisão do secretário.
À imprensa, o secretário de Estado da Saúde em Santa Catarina Dalmo Claro de Oliveira, disse reconhecer a crise hospitalar em Santa Catarina, principalmente em joinville e Florianópolis, , mas salientou a vontade política em solucionar os graves problemas. Quanto à decisão do Ministério Público Federal de Santa Catarina no pedido de prisão, Dalmo Oliveira, destacou acreditar na Justiça.
A Secretaria de Estado da Saúde possui um enfrentamento na Justiça em mais de 13 mil processos ao longo destes últimos anos. A maioria referente aos direitos de pacientes pedindo urgência no atendimento à procedimentos cirúrgicos, exames, etc. Alguns dos processos judiciais vão mais além, como no caso de denúncias de desvios de recursos públicos e outros casos de práticas de corrupção.
Um dos casos ocorreu durante a gestão do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), que culminou com a prisão de oito pessoas, que depois em seguida, foram liberadas e respondem processo em liberdade. Um dos acusados, faleceu alguns meses depois. O processo tramita na 26a. Promotoria de Justiça em Joinville, mas até agora não foi concluído e julgado.
Pior de tudo isto é ver que agentes políticos que atuaram em gestões administrativas do Governo do Estado de Santa Catarina, estão hoje com mandatos ou até já usufruiram de mandatos eletivos e o resultado disto tudo pela passagem no comando da Secretaria de Estado da saúde, é este atual com uma calamidade em todos os níveis: desde a gestão administrativa; desvios de recursos públicos, e o mais grave ainda o mau atendimento diante a falta de atenção emergencial à saúde de milhares de pessoas que buscam estes atendimentos à saúde pública em Santa Catarina.
É uma vergonha. Ainda bem que agora o Ministério Público vem agindo com maior rigor e acompanhamento desta triste realidade na Saúde. Providências urgentes são necessárias para reduzir drasticamente a crise na saúde em Santa Catarina.