Máfia em SC e saúde em crise
Uma máfia bem articulada políticamente em Santa Catarina que há décadas se reveza no poder administrativo estadual, gerou uma profunda crise nas áreas da Saúde; Educação e Segurança Pública.
A falta de uma fiscalização rigorosa da Justiça jurídica e do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina-TCE, que somente mais recentemente começaram um trabalho mais consistente em busca da chamada \"transparência\" da gestão pública- algo estranhamente desconhecido pelos sábios do poder político-administrativo de Santa Catarina que somente mais recentemente iniciaram campasnha contra a corrupção, como se ela a corrupção não existisse há anos.
Uma máfia que construiu em Santa Catarina um rastro de problemas graves nas áreas da Saúde; Educação e Segurança Pública. Vejamos: Uma quantidade impressionante de hospitais de Santa Catarina vive a grave crise. Seja ela por falta de leitos, UTIs, aparelhamento, centros Cirúrgicos; materiais e medicamentos e até falta de profissionais como enfermeiros e até médicos.
O resultado disto tudo é a agonia de centenas, milhares de pacientes que buscam no dia-a-dia o atendimento na saúde em Santa Catarina.
Região Norte de SC como exemplo em Joinville. Ali a crise é grave
Em Joinville, na região Norte de Santa Catarina, cuja região elegeu um governador que foi prefeito reeleito e até governador por dois mandatos consecutivos, fazendo-o ainda Senador; sequer produziu resultados à altura das necessidades da população, principalmente da mais pobre daquela região. Incompetência plena de gestão administrativa.
Maternidade e Hospitais na UTI
A maternidade em Joinville sofreu a intervenção do Ministério Público devido aos problemas apresentados que vão desde falta de leitos; UTIs, etc. Muitos pacientes ingressaram na Justiça pedindo urgência no atendimento. Outras dezenas tiveram que procurar outros hospitais fora daquela região em busca de tratamento à saúde.
Grande Florianópolis,SC, a crise na Saúde é caótica
Se longe do centro administrativo estadual de Santa Catarina, com as chamadas Secretarias de Desenvolvimento Regional - SDRs espalhadas por todo o estado catarinense ( são mais de 35 delas), a crise está desta forma; imaginamos se não houvessem estas secretarias. Seria um caos profundo. A incompetência, inoperância, incapacidade administrativa é tão séria que o resultado está no dia a dia em que a população catarinense vem enfrentando.
A máfia que organizadamente se produz nestes últimos 12 anos, isto sem contar as gestões de governos estadual anteriores, onde os rombos financeiros também foram vultuosos ( sequer a Justiça apurou integralmente até hoje e diversos processos judiciais ocorrem em \"Segredo de Justiça\", representam estes resultados caóticos.
Basta ver as crises nas àreas da Saúde; Educação e Segurança Pública, arrastando-se há anos em Santa Catarina.
Escolas estaduais estão deterioradas em várias regiões de Santa Catarina. Em Florianópolis, um colégio com mais de 1.200 alunos fechou as portas temporariamente em pleno início das aulas. Outras delas estão também sob recomendação da vigilância sanitária impossibilitada de receber alunos. É grave este quadro que recebe uma certa complacência por parte da visão da Justiça em Santa Catarina diante desta triste realidade.
É lamentável. Muito lamentável mesmo que uma máfia que saqueou os cofres públicos de Santa Catarina, muitos destes mafiosos ainda persistem em \"defender\" os interesses do povo catarinense. Algumas respostas por parte da Justiça de Santa Catarina começam ocorrer mais recentemente como exemplo da exigência da devolução de dinheiro por parte da CASAN, em que sócios obtiveram lucros e terão que devolver cerca de R$ 10 milhões ao Estado de Santa Catarina.
Os bens de 14 ex-diretores da CASAN foram bloqueados pela Justiça há uma semana atrás. A Celesc investiga um rombo de mais de R$ 51 milhões. A SCGás terá que devolver ao Estado de Santa catarina mais de R$ 9 milhões e assim por diante. Aposentadorias fraudulentas; licitações fraudulentas e muito mais irregularidades que acompanham a gestão estadual de Santa Catarina e que aos poucos vão sendo reduzidas diante ao controle mais rigoroso público por parte da própria população catarinense e também do TCE e da Justiça.