BMW e fábrica em Santa Catarina

Uma conjunção de fatores trouxe a BMW para Santa Catarina, afirmou o presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Glauco José Côrte, durante solenidade em que foi assinado oficialmente o protocolo de intenções para que a montadora construa fábrica em Araquari, no Norte do Estado.

 

A assinatura do documento foi realizada na segunda-feira (8), em cerimônia no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis,SC.  \"Nenhum empreendimento fundamenta a sua decisão apenas nos incentivos oferecidos. Em Santa Catarina temos um parque industrial muito moderno, bem instalado, e um conjunto extremamente favorável para novos empreendimentos\", declarou Côrte.



O presidente da FIESC afirmou ainda que poucos Estados reúnem as condições de Santa Catarina para receber um empreendimento do porte e das características da fábrica da BMW e destacou a qualidade do trabalhador catarinense, além da diversificação do parque industrial. \"A instalação da BMW em Santa Catarina era natural. É a associação de uma empresa de qualidade com um Estado de excelência\", falou.



Côrte disse ainda que desde o ano passado o Sistema FIESC tem feito sucessivas reuniões com os dirigentes encarregados do projeto para detalhar os serviços que o SENAI e o SESI estão aptos a prestar.

 

No caso do SESI, a entidade fará atendimento na área de saúde e segurança no trabalho. Estão previstos os serviços de exame médico ocupacional, audiometria, programa de prevenção de riscos ambientais e programa de controle médico de saúde ocupacional.



Reunião na FIESC: Após a solenidade no CIC, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel; a diretora de relações governamentais da BMW, Gleide Souza; o ministro Manoel Dias; o governador Raimundo Colombo, outras autoridades e industriais catarinenses que integram o Fórum Estratégico da Indústria participaram de uma reunião-almoço na sede da Federação, em Florianópolis.



No encontro, o presidente da FIESC entregou ao ministro Pimentel e ao presidente da Apex-Brasil, Maurício Borges, um documento em que pede apoio para criar no Estado o Programa Estratégico para a Internacionalização da Indústria Catarinense. A iniciativa busca auxiliar as empresas de pequeno e médio portes para a inserção no mercado internacional.

 

Estão contemplados os setores automobilístico e autopeças; naval; petróleo e gás; tecnologia da informação e comunicação; moda; máquinas e equipamentos elétricos e aeronáutica. Em sua fase inicial, o programa terá dois anos de duração, com foco em três grandes eixos: promoção das exportações, inteligência competitiva, além de atração de investimentos e fomento de parcerias.



Em seu pronunciamento, o ministro Pimentel afirmou que o Brasil precisa aumentar o investimento privado para crescer e se tornar uma das nações líderes do século 21. Ele disse que já existem quatro vetores de crescimento: a retomada do agronegócio, o crescimento do mercado consumidor, os investimentos em infraestrutura e o programa Minha Casa, Minha Vida, que até o momento entregou 1,2 milhão de moradias. \"É um avião com quatro turbinas.

 

Queremos mais velocidade, crescimento do PIB, mas queremos avião estável. Tem que ter controle da inflação e nada de déficit externo\", afirmou ele. Na opinião do ministro, o quinto vetor, que seriam os investimentos, contribuiriam para o crescimento do País. \"Esse vai ser o principal vetor para atingir velocidade de cruzeiro, sem turbulência\", disse.



O ministro reconheceu que para elevar os investimentos privados é preciso melhorar o ambiente, com segurança jurídica e leis trabalhistas mais flexíveis, mas ressaltou que \"a seu tempo e com a velocidade possível na conjuntura, as medidas estão sendo tomadas\" para que haja um cenário mais favorável.