Alho em SC preocupa produtores

O deputado federal Onofre Santo Agostini (PSD/SC) participou, na tarde desta quinta-feira (05), de uma audiência pública no Departamento de Defesa Comercial (DECOM), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para discutir a situação dos produtores de alho de todo o país.

 

O parlamentar relatou que a situação dos produtores de alho e das cooperativas no Estado é caótica e que a renovação do antidumping e o aumento da tarifa, de US$ 0,52 por quilo para US$ 1,01, - reivindicação da Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa) -, pode ser uma solução para o fim da concorrência desleal. A Anapa já fez o pedido ao DECOM.

 

Desde 1996, o alho chinês é submetido ao pagamento de tarifa antidumping. A medida é reavaliada de tempos em tempos e a revisão mais recente ocorreu em 2007, com previsão para expirar no final deste ano.

 

O dumping é a prática de um país de exportar produtos a preço inferior ao praticado em seu mercado interno. As normas do comércio internacional e as leis brasileiras permitem sobretaxar esses artigos após investigações comprovarem a prática.

 

“Eles querem aumentar, com razão, as barreiras impostas ao alho chinês, que está sendo vendido aqui no Brasil por um preço mais barato do que é comercializado na própria China. Essa concorrência desleal tem que acabar. Os produtores de alho do país, principalmente os catarinenses, não podem continuar com esse problema”, defendeu Agostini.

 

O parlamentar destacou que seu Estado já foi destaque no cenário nacional na produção de alho nobre roxo e a cidade de Curitibanos foi considerada a capital nacional do alho na década de 90, quando possuía área plantada de aproximadamente cinco mil hectares. Atualmente, não passa de 1.400 hectares, o que representa uma redução significativa e para Onofre, ao mesmo tempo, preocupante. A comercialização de alho em Santa Catarina representa grande parte da arrecadação do ICMS.

 

“O governo federal precisa estar muito atento e agir rápido para que não prejudique a nossa política de desenvolvimento socioeconômico. Assim conseguiremos acalmar o desespero dos produtores, manter o trabalhador rural no campo, evitar o desemprego e fortalecer a nossa economia”, alertou Onofre.