Má qualidade de alimentos à PMSC
A má qualidade da alimentação servida à PM e Corpo de Bombeiros de Santa Catarina pela empresa NutriBem, de São José, Santa Catarina; volta à tona com mais de 30 casos de intoxicação alimentar, a exemplo do que ocorreu há cerca de dois anos atrás quando das denúncias feitas à Vigilância Sanitária e também à Comissão Estadual de Saúde na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina-Alesc.
Naquela ocasião os deputados Volnei Morastoni e Sargento Soares, vistoriaram unidades hospitalares onde surgiram denúncias da má qualidade da alimentação servida aos servidores públicos desta área. Na ocasião desta vistoria, o deputado Soares chegou a mencionar os problemas encontrados \" não pontuais \", porém, \" crônicos\". Agora, ressurgem novas denúncias e desta vez dentro da Polícia Militar de Santa Catarina em que vários casos de policiais passarem mal tão logo as refeições servidas pela empresa NutriBem.
Segundo denúncias, comida estragada e de má qualidade são servidas, além de haver reprimendas disciplinares em casos como comer duas gelatinas- o permitido é apenas uma gelatina e também uma fatia de carne por pessoa.
Em 2011, durante inspeção da Vigilância Sanitária de SC, foram encontrados 100 quilos de carne estragada mantida pela empresa na Câmara fria da cozinha de um dos hospitais atendidos pela empresa. Na ocasião, a presidente do Sindsaúde/SC Edileuza Garcia, destacara que os problemas \"são recorrentes\". No site da NutriBem, diz que a empresa \" utiliza tecnologia de ponta no acondicionamento e conservação dos alimentos\".
Em 2011 a Secretaria de Estado da Saúde ameaçou suspender contrato com a NutriBem
Na época, em pleno início de 2011, o então secretário de estado da Saúde Dalmo Claro Oliveira, havia ameaçado suspender o contrato milionário com a empresa de alimentos NutriBem. O contrato em vigor entre empresa e o Governo do Estado está em vigor desde 2008 para a prestação de serviços de alimentação para a Polícia Militar; Corpo de Bombeiros e aos hospitais Celso Ramos, da Capital; Hans Dieter Schmitt, de Joinville; Regional de São José e o Instituto de Cardiologia em São José,SC.
O caso na época foi tratado com cautela e não descartou-se a possibilidade de abertura de sindicância para averiguar as irregularidades. Confirmada a denúncia o secretário de Saúde de SC na época, ameaçou de rescindir o contrato, mas sem explicação bem clara e definida acabou protelando o contrato milionário. Somente em 2010 o Governo de Santa Catarina pagou à NutriBem R$ 14,2 milhões.
Em 2014, novas denúncias, agora pelos policias militares
Quanto ao recente caso de denúncias sobre a má qualidade das refeições servidas pela NutriBem à PM de Santa catarina, é necessária uma profunda investigação, pois somente na última semana foram relatados mais de 30 policiais com intoxicação alimentar. Com isso, tanto a Vigilância Sanitária quanto o Ministério Público deverão investigar o caso, pois trata-se de saúde pública e de risco à vida de profissionais que dedicam-se à segurança pública de modo geral. Além disso, como sempre ocorre, o Destaque Catarina investigará junto aos órgãos supracitados e continuará com as denúncias.