AVE DE RAPINA E REPERCUSSÃO
As primeiras medidas diante da repercussão e do tamanho do escândalo político e administrativo ocorrido recentemente em Florianópolis,SC, já bem adiantadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.
A Operação \"Ave de Rapina\", culminou com 38 mandatos de busca e apreensão; 15 de prisão preventiva e oito de condução coercitiva, incluindo o vereador Marcos Aurélio Espíndola (Badeko, PSD); alguns funcionários comissionados de alto escalão do IPUF- Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis e da Fundação Franklin Cascaes; além de empresários dos ramos de fiscalização do trânsito, eventos artísticos e de publicidade.
O escândalo é mais um registrado recentemente em Florianópolis - ( o primeiro foi da Operação Moeda Verde há cerca de dez anos atrás), que levou 22 pessoas à prisão e que logo em seguida foram liberados. A Operação Moeda Verde teve vários processos tramitando na Justiça.
Agora, novamente surge este novo escândalo - Ave de Rapina com uma dimensão que chega a um suposto desvio financeiro acima de R$ 30 milhões. A Prefeitura de Florianópolis,SC, tem sido alvo de escândalos financeiros seguidos e um outro foi o da aplicação de cerca de R$ 20 milhões no Banco Santos- falido e que nunca houve o retorno financeiro deste dinheiro aos cofres da prefeitura de Florianópolis,SC.
Repercussão imediata da Ave de Rapina
De imediato, tão logo estourou a Operação Ave de Rapina; ocorreram exonerações de cargos públicos das pessoas envolvidas; sendo que o vereador e presidente da Câmara Municipal Cesar Faria (PSD), renunciara ao cargo. Cesar Faria é considerado pelo Inquérito Investigatório da PF; como sendo um dos principais líderes da quadrilha.
O vereador Cesar Faria (PSD), em suas declarações públicas através da mídia nega qualquer envolvimento no caso. O empresário de mídia Adriano Nunes, foi o último dos envolvidos nesta Operação Ave de Rapina à ser preso pela Polícia Federal durante a última sexta-feira,21.
A Câmara Municipal de Florianópolis que escolhe sua nova mesa diretora deverá instalar uma CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito a fim de apurar os fatos. Estão no centro destas investigações de desvios financeiros; pagamentos de propinas; licitações fraudulentas e superfaturamento; os setores diretamente envolvidos no escândalo passa desde serviços públicos municipal de Florianópolis na área cultural através da Fundação Franklin Cascaes; fiscalização do trânsito através de serviços de radares e de publicidade.
As empresas investigadas pela PF e Ministério Público e envolvidas no escândalo descoberto nesta operação Ave de Rapina são: Focalle, de Joaçaba,SC; Artmil; a Kopp Tecnologia com sede em Vera Cruz,RS. Todos os envolvidos estão com recursos de defesa tramitando na Justiça. Houve pedidos de revogação de prisões, porém, a Justiça negou estes pedidos.
Os presos nesta Operação da PF e do MP estão recolhidos no presídio do Complexo da Agronômica, em Florianópolis,SC. A prisão preventiva não possui`prazo legal e ela transcorre enquanto houver a necessidade por parte da Justiça. A prisão preventiva possui prazo doutrinário de apenas 82 dias- que é o tempo considerado normal para tramitação de um processo penal e não tem, portanto, prazo legal. O que pode ocorrer ao contrário é se houver uma decisão do Tribunal de Justiça.
Enquanto isto não ocorrer tem tudo para os presos diante da Operação Ave de Rapina continuar atrás das grades. O prefeito de Florianópolis,SC, Cesar Souza (PSD), está tomando medidas administrativas preventivas para evitar com que haja novos escândalos administrativos em sua gestão.