Santa Catarina enfrenta crise na Saúde

A crise na área da Saúde em Santa Catarina é algo preocupante e vem desde gestões de governos há décadas despreocupados com a grave situação nesta área essencial à vida humana. Isto é: priorizar políticas públicas voltadas à saúde das pessoas.

 

Os reflexos deste desleixo de governos do Estado Catarinense que se perpetuam no poder através de manipulações estratégicas através de alianças partidárias espúrias e negociações visando unicamente a manutenção de poder político em SC, são manifestados diariamente quando se depende de recorrer à uma cirurgia ou até mesmo em exames ou consultas médicas pelo Sistema Único de Saúde- SUS.

 

A suspensão de cirurgias eletivas por parte de diversos hospitais filantrópicos em Santa Catarina é algo preocupante, especialmente para quem depende destas cirurgias. Em Santa Catarina são 213 hospitais, sendo 122 deles filantrópicos e localizados em 102 municípios catarinenses. Juntos estes hospitais filantrópicos devem atualmente cerca de R$ 800 milhões.

 

Desleixo político e administrativo na Saúde em Santa Catarina

Faltam ampliações de unidades de UTIs. Faltal leitos hospitalares. Faltam equipamentos e até medicamentos quando não faltam também profissionais para prestar serviços nesta área de saúde hospitalar em Santa Catarina. Os Hospitais filantrópicos em Santa Catarina representam 77% dos leitos e 81% do atendimento do SUS e ainda 67% das internações.

 

Portanto, é algo representativo, significativo deste trabalho voltado à saúde em Santa Catarina. Mas, infelizmente, a atenção governamental estadual e até federal como se vê em casos de hospitais tais como desde ao Hospital Universitário, (HU), em Florianópolis,SC; o Hospital Infantil Joana de Gusmão também em Florianópolis; o Hospital Regional de São José, em São José, na Grande Florianópolis, o hospital em construção e que há anos ainda não iniciou suas atividades em Biguaçú; e tantos outros que passam por grandes dificuldades por falta de maiores investimentos governamentais.

 

Há casos de fechamento de hospitais como em Bocaina do Sul, na Serra Catarinense, além de outros mais hospitais de Santa Catarina que da mesma forma fecham suas portas e ou suspendem a realização de cirurgias eletivas. É preciso maior mobilização da sociedade civil organizada e cobrar mais resultados da classe política que parece estar há décadas alheia aos graves problemas sociais do Brasil.

 

Em Santa Catarina não é diferente de outros estados da federação. Chega de discursos inflamados em véspera de eleições. O povo brasileiro quer resultados práticos, efetivos e responsáveis por parte dos gestores públicos.