SAMU EM SC E POLÊMICA COM A UNIFICAÇÃO
Projeto que prevê a unificação e regularização do serviço do SAMU de Santa Catarina com centralização em Florianópolis,SC, gera fortes resistências tanto no âmbito de muitos profissionais que atuam neste trabalho voltado ao atendimento de socorros em situações de emergências quanto por parte da população que vê nestas mudanças um risco maior no comprometimento destes atendimentos de urgência e emergências.
A nova proposta propõe que a ligação ao 192, independentemente de onde o cidadão estiver, será atendido pela central única do SAMU em Florianópolis,SC, a qual irá acionar a equipe do SAMU da região solicitante em todo o estado catarinense. A proposta do Governo do Estado de Santa Catarina é reduzir custos na ordem de RS 1,5 a 2,5 milhões mensais. O custo mensal atual é na ordem de R$ 9,3 milhões.
O contrato do Governo do Estado de Santa Catarina através da Secretaria de Estado da Saúde com a Organização Social Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) é na ordem de R$ 426 milhões e foi considerado irregular pelo Ministério Público em outubro de 2012, sendo que a Vara da Fazenda Pública de Florianópolis,SC, concedeu liminar suspendendo, obrigando o Estado a retomar a administração do SAMU sem a participação desta Organização Social.
No entanto, no início de 2013, a desembargadora Claudia Lambert de Faria concedeu efeito suspensivo - após o recurso impetrado pela Procuradoria Geral do Estado de Santa Catarina, até o julgamento final junto ao Tribunal de Justiça. Em 2014, com um pedido de vistas, o contrato com a SPDM volta a manter-se até o final do julgamento do caso. Há um pedido de \" extinção do processo \" tramitando na esfera judicial, segundo a última movimentação deste processo no TJ/SC, em 15 deste mês de julho. Com a unificação do SAMU corre-se o risco de cerca de 300 demissões.