Florianópolis (SC) em alerta contra a Dengue; Zika e Chikungunya

Os últimos dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, DIVE, fazem com que a Secretaria de Educação da Capital intensifique a campanha A rede contra o mosquito. Só nos três primeiros meses do ano, foram diagnosticados no estado 2.204 casos de dengue, 22 de febre chikungunya e 17 com Zika Vírus. Uma nova ação será realizada nesta quinta-feira, a partir das 14h, na Escola Básica Municipal Adotiva Liberato Valentim, na Costeira do Pirajubaé, em Florianópolis (SC).

 

Charles Schnorr, coordenador de Prevenção da Secretaria Municipal de Educação, conversará com os alunos acerca dos perigos do agente transmissor de doenças como Dengue, Zika Vírus e Chikungunya. Falará ainda do que cada um deve fazer para evitar o acúmulo de água, através do qual o mosquito se prolifera. Também será distribuído material informativo sobre o assunto.

 

Os estudantes serão recrutados para integrar os Vigilantes Mirins com a entrega de camisetas da iniciativa. O objetivo é capacitar a garotada para que conversem com os familiares e colegas sobre a importância de se combater a reprodução do mosquito e para que atuem como fiscalizadores em suas comunidades e moradias.

 

Casos em Santa Catarina

Desde o início do ano até o fim de março, foram notificados 6.565 suspeitas de dengue no estado. Desses, 2.204 foram confirmados. Outros 1.466 estão em verificação.

 

No mesmo período, a febre chikungunya deixou 282 pessoas em estado de alerta. Foram confirmados 22 desses casos e outros 136 permanecem em investigação.

 

O Zika Virus foi o que obteve menos casos suspeitos no intervalo de tempo. Somente 17 adquiriram de fato a doença, e outros 47 estão em observação.
A última é a doença mais alarmante. Ela pode estar ligada a casos de microcefalia, que gera um comprometimento muito grave no sistema nervoso central, tendo como resultado deficiência cerebral profunda e permanente nos bebês das mulheres grávidas que contraírem a doença.

 

Conhecendo o inimigo

O mosquito Aedes aegypti é pequeno, mas causa grandes estragos. Ele mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, de cor café ou preta e com listras brancas no corpo e nas pernas. Um dos maiores estragos que esse inseto causa é a transmissão do Vírus Zika, uma ocorrência nova no Brasil, que pode afetar as mulheres gestantes e causar consequências sérias e profundas no desenvolvimento de seus bebês, como a microcefalia, queocorre quando a cabeça e o cérebro das crianças são menores para a sua idade, o que prejudica o seu desenvolvimento. Por isso, mulheres grávidas devem ter atenção especial e acompanhamento em consultas pré-natais.

 

Para acabar com os focos do mosquito fique de olho nessas dicas:
• Remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas.
• Receba bem o agente da saúde e o agente de combate às endemias (doenças que ocorrem apenas em um determinado local ou região, não atingindo nem se espalhando para outras comunidades)
• Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada. Não jogue lixo em terrenos baldios.
• Encha de areia, até a borda, os pratinhos dos vasos de planta.
• Entregue seus pneus velhos ao serviço de limpeza urbana ou
• guarde-os sem água, em local coberto e abrigados da chuva.
• Mantenha a caixa d’água sempre fechada com tampa adequada.
• Guarde garrafas sempre de cabeça para baixo.

 

Fonte/colaboração:
Ricardo Medeiros
Jornalista Graduado SC 00293
(48) 8411-0911