Polícia Federal prende mais mafiosos ligados à Sergio Cabral (PMDB)
A Polícia Federal deflagrou na manhã de última segunda-feira,03, a Operação Ponto Final, mais uma etapa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Mais de R$ 500 milhões foram desviados num esquema criminoso dentro do setor dos transportes de passageiros do estado do Rio de Janeiro.
Somente o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral - um dos mafiosos líderes e quadrilheiros dentro do PMDB- partido do presidente da República Michel Temer (PMDB), recebeu segundo a PF R$ 122 milhões em forma de propina. também respondendo processo na Justiça por corrupção e obstrução à Justiça; fez com que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF), levasse para a prisão 8 das 10 pessoas que tiveram mandato de prisão imediato por parte da Polícia Federal. Dois mafiosos envolvidos neste esquema estão foragidos e suspeita-se que um deles esteja em Portugal.
A Interpol já foi acionada. A chamada \" Caixa Preta \" do setor de transportes de passageiros no estado do Rio de Janeiro, envolvem vários políticos com ou sem foro privilegiado e ainda alguns ligados à Federação das Empresas de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro - Fetranspor, além de agentes ligados ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro - TCE/RJ, dentre outros que estão sendo ainda investigados pela Polícia Federal.
Uma planilha recolhida durante as investigações nesta Operação Ponto Final do setor dos transportes de passageiros do Rio de Janeiro, apresenta quatro contas bancárias denominadas : \" Abacate\"; \" Verde\"; \" Super \" e \" CM\". O esquema criminoso descoberto através desta operação Ponto Final, destaca o envolvimento do mafioso e doleiro Álvaro José Novis \"velho conhecido \" dos investigadores e que está envolvido em esquemas ilícitos junto a Odebrecht; marqueteiros do Partido dos Trabalhadores (PT), alguns já presos pela PF; Eike Batista que chegou a ser preso e está em prisão domiciliar por corrupção; lavagem de dinheiro e formação de quadrilha; além de diversos conselheiros mafiosos que atuavam no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ), alguns já presos.
Um \"banco \"paralelo foi criado pela quadrilha para de forma clandestina e em poupança ser operada neste esquema criminoso pela máfia envolvida no escândalo descoberto pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Daí, explica-se lamentavelmente uma das razões dos altos preços das passagens que os usuários do transporte de passageiros pagam não somente no Rio de Janeiro, porém, em vários outros estados do país. Algo que pode ser estendidas investigações por todo o país para averiguar casos semelhantes a deste no Rio de Janeiro.