Gilmar Mendes (STF), mandou soltar mafiosos que deram prejuízos milionários na Saúde do Rio de Janeiro. Veja
Publicado em 12/09/2019
Autoria Destaque Catarina
E mais uma das dezenas de concessões de habeas corpus para mafiosos e corruptos que roubam milhões dos cofres públicos no Brasil, ganha mais um capítulo por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Na quinta - feira (12), Gilmar Mendes (STF), manda soltar os mafiosos e corruptos empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita - ambos presos junto a outros membros da quadrilha que atuava em fraudes milionárias na área da Saúde do Rio de Janeiro.
Os dois corruptos e mafiosos obtiveram de Gilmar Mendes (STF), a soltura e deveriam deixar já na quinta-feira (12), o presídio de Bangu 8, no Rio de Janeiro onde cumpriam pena de prisão determinada pelo Ministério Público Federal (MPF). Iskin e Estellita estavam presos em Bangu 8 há mais de um ano e diante da concessão de habeas corpus por Gilmar Mendes (STF),deverão cumprir prisão domiciliar, porém, sem uso de tornozeleira eletrônica.
A Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF), tinham deflagrado há cerca de 2 anos atrás a Operação SOS no Rio de Janeiro que levou 20 pessoas à prisão preventiva e uma prisão temporária. Na ocasião foi preso também o ex-secretário de Estado da Saúde do Rio de Janeiro Sérgio Côrtes.
Os prejuízos causados pela organização criminosa aos cofres públicos diante de diversas fraudes junto a Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro, cerca de 150 milhões, mas este valor pode ter sido ainda superior diante da série de irregularidades já apuradas e outras em andamento por parte desta operação do MPF e da PF. Somente num esquema, os investigadores revelaram desvios financeiros dos cofres públicos do Rio de Janeiro em mais de R$ 74 milhões.
Tantas concessões de habeas corpus à mafiosos e corruptos por parte de Gilmar Mendes (STF), preocupa sociedade
As constantes concessões de habeas corpus (h.c), por parte do ministro do STF ( Supremo Tribunal Federal ) e além de alguns outros ministros desta Corte Superior da Justiça do Brasil, demonstra que algo está equivocado quando se realiza anteriormente um vasto e amplo trabalho investigatório por parte do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), com lastro de atuação de equipes de trabalho, despesas elevadas destas investigações e quando chegam presos aos presídios espalhados pelo país, principalmente no Rio de Janeiro onde se concentra um foco da máfia e de corruptos; por outro lado em seguida, estes mesmos mafiosos e corruptos acabam recebendo concessões como a desta de Gilmar Mendes (STF), facilitando a atuação destas quadrilhas que roubaram centenas de milhões e muitas vezes bilhões como já mostradas diversas investigações e que estes mesmos mafiosos; acabam retornando às suas mansões para enfim; provavelmente dar continuidade às ações criminosas que os levaram às prisões. Há muitas coisas para serem explicadas neste contexto de haver uma espécie de aliança branca, ações brandas e facilitadoras para quadrilhas e organizações criminosas no Brasil.
É muito dinheiro roubado dos cofres públicos e cujos desvios financeiros provocam danos à milhares de pessoas diante da falta de qualidade na área da Saúde; Educação; Segurança Pública, geração de emprego e renda e por fim, é preciso haver explicações por parte do STF ( Supremo Tribunal Federal ), diante destas obscuras ações de facilitações às quadrilhas e organizações criminosas no Brasil. Afinal, O STF teria mais que dar guarida às ações do MPF e da PF e não ao contrário: proteger mafiosos e corruptos como vem ocorrendo desde há anos neste país.
MPF e PF descobrem que empresário Iskin do Pró-Saúde cobrava 10% sobre valores dos contratos
O Ministério Público Federal (MPF), do Rio de Janeiro juntamente com a Polícia Federal (PF), descobriram que o empresário Miguel Iskin, do Pró - Saúde - com sede em São Paulo (SP), e cujos contratos com a Secretaria de Estado do Rio de Janeiro, cobrava 10% sobre os valores dos contratos firmados junto ao governo do Rio de Janeiro. O Pró Saúde administrou hospitais diversos não somente no Rio de Janeiro, porém,, em vários outros estados.
No Rio de Janeiro, o Pró- Saúde administrou hospitais a partir de 2013 como Getúlio Vargas; Albert Schartz; Adão Pereira Nunes e Alberto Torres. Segundo o MPF o empresário Miguel Iskin, cobrava este percentual de 10% dos contratos dos fornecedores da organização Social Pró- Saúde; distribuídos entre os demais membros da organização criminosa como Sérgio Côrtes e Gustavo Estellita - este último solto da carceragem de Bangu 8 por decisão do ministro do STF Gilmar Mendes.
O Pró - Saúde, segundo o MPF do Rio de Janeiro; mantinha um faturamento que presentava cerca de 50% somente com os contratos com o governo do Rio de Janeiro e que saltou de R$ 750 milhões para R$ 1 bilhão e 500 milhões assim que firmou este contrato do pró- Saúde e governo do Estado do Rio de Janeiro. Além dos empresário Miguel Iskin e Gustavo Estellita, o MPF e PF apuraram que três ex-gestores da pró- Saúde ( Ricardo Brasil; Manoel Brasil e Paulo Câmara ); firmaram contratos milionários com a empresa Aditus Adivisor Assessoria e Consultoria Empresarial, da qual eram sócios, obtendo vantagens indevidas no valor de R$ 30 milhões entre os anos de 2012 e 2014.
Nesta fase foi possível o MPF estimar que os contratos fraudados permitiram o desvio de cerca de R$ 74 milhões dos cofres públicos do Estado do Rio de Janeiro. Foi também nesta época da deflagração da Operação SOS no Rio de Janeiro que o ex-secretário de estado da Saúde do Rio Luiz Antônio Teixeira, teve que prestar esclarecimento à Justiça Federal.