Prefeito de Florianópolis e governador de SC Carlos Moisés, afrouxam medidas do isolamento social na véspera do pico da Covid-19
Contrariando todas as recomendações preconizadas pela Organização Mundial de Saúde -OMS e de especialistas em infectologia e pandemia; o prefeito de Florianópolis (SC), Gean Loureiro e o governador do Estado de Santa Catarina Carlos Moisés (PSL), estão adotando rápidas medidas de afrouxamento do isolamento social, culminando com maiores riscos de contágios por parte da população, seja em Florianópolis ou no restante do estado Catarinense pela transmissão do coronavírus Covid-19. Várias cidades catarinenses, prefeitos estão adotando mesmas medidas autorizando o retorno de maioria das atividades de trabalho o que representa uma exposição de altos riscos da população diante da pandemia do coronavírus Covid-19.
Ainda mais em se tratando de que sequer ocorreu o pico da pandemia no Brasil, que tem nesta última semana apresentado ritmo mais acelerado de pessoas infectadas pelo coronavírus Covid- 19. sem realização de testes da Covid-19 para toda a população, será praticamente impossível detectar a realidade do número de casos assintomáticos e de casos de pacientes com sintomas mais graves da doença. O pico da pandemia da Covid- 19 no Brasil deve ocorrer nas próxima semanas, analisam especialistas junto ao Ministério da Saúde.
Manaus; Fortaleza; Rio de Janeiro; São Paulo no colapso diante falta de leitos de UTIs
pior ainda: hospitais de todo o Brasil estão já enfrentando dificuldades diante da falta de leitos de UTIs como já vem ocorrendo em vários estados do país. Manaus com 100 por cento da capacidade hospitalar lotada de pacientes e onde até cadáveres são colocados pelos corredores e que permanecem por vários dias como foi divulgado nesta semana pela imprensa nacional e internacional. Fortaleza (CE), igualmente no colapso. Belém (PA); São Luís (MA); Belo Horizonte (MG); São Paulo (SP); Rio de Janeiro (RJ); Distrito Federal (DF); Cuiabá (MT); Salvador (BA); dentre outras capitais do país, praticamente no limite de capacidade de leitos de UTIs. Há falta de respiradores e de equipamentos também de proteção individuais apara milhares de agentes que atuam na área de Saúde em várias cidades do país. O que vem sendo entregue de materiais pelo governo federal e estaduais são praticamente insuficientes e servem para atender a poucos dias.
Santa Catarina já sente os efeitos desta pandemia e o governo do estado assim como prefeituras de pequenos e médios municípios começam sentir maior pressão com a proximidade do avanço mais rápido da Covid-19. Em Lages (SC), está sendo antecipado a entrega de uma nova ala hospitalar do Hospital Maternidade Tereza Ramos (MGTR), com capacidade para cerca de 90 leitos, sendo vários leitos de UTIs. A obra física está praticamente concluída e faltam completar com novos equipamentos e equipes para prestar o atendimento aos pacientes. E hospitais de campanha deverão estarem sendo também implantados em várias cidades catarinenses dentro de pelo menos 30 a 60 dias no máximo, de acordo com a realidade desta pandemia da Covid-19 em Santa Catarina, ao longo destas próximas semanas, segundo o governo do estado Catarinense.
O Brasil possui até sexta-feira (17) mais de 31 mil pessoas infectadas pela Covid- 19 e onde mais de 2 mil pessoas morreram pela doença. São Paulo com registros de 11.568 casos e 853 óbitos . A OMS observa que para cada caso positivo ao Covid-19 exista pelo menos de 5 a 6 casos de infectados pelo vírus Covid-19. Sem testes da Covid-19 para toda a população; fica praticamente impossível haver precisão maior da dimensão desta pandemia no Brasil.