Covid-19 assola o Brasil. Mais de105 mil infectados e número de óbitos ultrapassa 7.025, diz Ministério da Saúde. Mas, números podem ser 10 vezes maior
Chega ser assustador o número de casos de pessoas infectadas pelo coronavírus Covid- 19 no Brasil. Enquanto o Ministério da Saúde mostra estar completamente perdido no controle desta pandemia da Covid-19, divulgando números que mais parecem ser fantasiosos do que a realidade apontada nas grandes e médias cidades brasileiras, onde diariamente o número de pessoas infectadas e de óbitos vão sendo apontados contrariando completamente o que divulga o Ministério da Saúde. Segundo o Ministério da Saúde foram registrados nas últimas 24 horas 275 mortes pela Covid-19, enquanto apenas no Pará neste mesmo período foram 289 mortes pela Covid-19 e se somados o número de óbitos pela Covid-19 e daqueles casos de mortes de casos suspeitos pela Covid-19, onde constam desde causa mortis por insuficiência respiratória aguda, o número de mortes podem ser até dez vezes maior do que vem sendo divulgado pelo Ministério da Saúde. Os casos subnotificados devem ultrapassar dezenas de milhares de casos em todo o país.
Desespero, falta de leitos de UTIs, falta de respiradores e mortes aumentando o número assustadoramente
Hospitais em vários estados do Brasil como principalmente em Manaus (AM); Belém (PA); Rio Branco (AC); Fortaleza (CE); São Luís (MA); Recife (PE); Salvador (BA); Rio de Janeiro (RJ); São Paulo (SP); Belo Horizonte (MG) e várias outras cidades do Brasil já não suportam a capacidade do atendimento aos pacientes portadores da Covid-19 e daquelas pessoas com suspeitas desta doença. Unidades de Pronto Atendimentos - UPAs por todo o Brasil estão mantendo atendimentos acima do que era esperado diante desta pandemia que atinge mais de 194 países e onde mais de 3,5 milhões de pessoas já foram infectadas pela Covid-19 e onde mais de 250 mil pessoas morreram devido ao Covid-19. O desespero é intenso por parte de milhares de familiares de vítimas da Covid-19 em todo o país. Na região Norte e Nordeste além dos estados de São Paulo e no Rio de Janeiro, a situação é crítica. Estes estados estão em colapso diante da Covid-19.
Sem vagas em UTIs, sem respiradores mecânicos, o pânico toma conta nas portas de hospitais e UPAs
No Brasil, onde o Ministério da Saúde divulgou que são mais de 110 mil pessoas infectadas pela Covid-19 e onde mais de 7.025 pessoas foram a óbito, este número não representa a realidade segundo preconiza Organização Mundial de Saúde - OMS que destaca ser 10 vezes maior o número de vítimas pela Covid-19 no mundo. As subnotificações acabam confundindo este trabalho de registros oficiais de casos de infectados e de óbitos pela Covid-19. Os testes da Covid-19 não contemplam toda a população brasileira o que leva ainda a deixar mais frágil o trabalho de levantamento e controle dos casos da doença no país. Sem vagas em Unidades de Terapias Intensivas - UTIs, sem acesso a respiradores mecânicos, sem o atendimento médico, centenas de pessoas em muitas cidades brasileiras estão morrendo antes mesmo de haver este atendimento nas Unidades de Pronto Atendimentos - UPAs e em Hospitais, principalmente no Rio de Janeiro; São Paulo; Manaus; Belém; Recife; São Luís e em muitas outras cidades brasileiras onde a capacidade de atendimento aos portadores da Covid-19 chegaram ao limite. Faltam profissionais da área da Saúde para prestar socorros às vítimas de Covid-19 em muitas destas capitais do país. São mais de 8 mil profissionais liberados de suas atividades por estarem com suspeitas da Covid-19 sendo que centenas deles confirmaram positivo a Covid-19. Maior número destes profissionais estão em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Cemitérios em Manaus (AM), Belém (PA); São Luis (MA); Recife (PE); Rio de Janeiro (RJ); São Paulo (SP), trabalham 24 horas para atender a demanda do enterro às pessoas em que o número de mortes estão de três a quatro vezes maior do que comprado ao mesmo período do ano passado. Carros de funerárias fazem filas na frente de hospitais e de UPAs em várias cidades do Norte e do Nordeste do Brasil. O número de caixões que chegam nas funerárias é algo que nunca antes foi registrado em nenhum local deste país, mesmo diante das maiores tragédias anteriores já ocorridas neste país. Até caminhões frigoríficos fazem parte da frota de atendimento diante do elevado número de vítimas fatais pela Covid-19. E diante desta gravidade com que o Brasil atravessa diante desta pandemia, infelizmente nem o presidente da República
Jair Bolsonaro , que disse recentemente e \" Daí \", em relação a pandemia no Brasil, nem agora grandes veículos de comunicações deste país, mostram a realidade com que está havendo no dia a dia nas comunidades mais pobres de grande maioria das cidades da região Norte e Nordeste do Brasil, assim como também no Rio de Janeiro e em São Paulo (SP). Basta permanecer algumas poucas horas frente a uma das UPAs e ou de hospitais destas regiões do país; para perceber da gravidade com que milhares de famílias estão enfrentando nesta pandemia da Covid-19. É estarrecedora as imagens dentro e fora destas unidades de saúde no Brasil. Não difere muito das que vem ocorrendo na Itália, Espanha; França; Reino Unido; Alemanha; Estados Unidos; durante aqueles dias mais terríveis desta pandemia da Covid-19 e que ainda está provocando mortes em todo o mundo.