CPI dos respiradores fajutos chineses de R$ 33 milhões pagos pelo Governo de SC; tem sessão adiada na Alesc devido contágio de Covid-19

Diante registro de um caso positivo de um servidor da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina - Alesc, a sessão da CPI dos 200 respiradores pulmonares chineses fajutos ( que sequer todos chegaram ao Brasil ), e que foram pagos antecipadamente pelo governo de Santa Catarina sob o comando de Carlos Moisés (PSL), teve esta sessão que deveria ocorrer na terça-feira (26), transferida para o próximo dia 02 de junho na Alesc. Serão ouvidos os ex-secretários Helton Zeferino ( Saúde ), e Douglas Borba ( ex- casa Civil ), além da servidora da Secretaria de Estado de Saúde Márcia Regina Geremias Pauli ( da Superintendência Administrativa da Secretaria de Estado de Saúde - SES).

 

Outros quatro casos suspeitos de Covid-19 na Alesc também estão sendo analisados. Os dois prédios da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina foram fechados por um período de dois dias para sanitização. A CPI dos 200 respiradores pulmonares adquiridos pelo governo de Santa Catarina em abril deste ano e pagos um valor total de R$ 33 milhões antecipados à empresa Veigamed, de Nilópolis (RJ), levou uma conjunta mega operação do Ministério Público/SC; Departamento Estadual de Investigações Criminais - DEIC; Polícia Civil, Polícia Federal (PF), Tribunal de Contas do estado de Santa Catarina e instalação de uma CPI na Alesc, para amplamente investigar a série de irregularidades e atos ilícitos neste pagamento antecipado de R$ 33 milhões pelos respiradores fajutos já demonstrados diante dos 50 deles que chegaram à Santa Catarina e que estão retidos em Florianópolis (SC), por determinação da Justiça Federal. O governador de Santa Catarina Carlos Moisés (PSL), também poderá ser um dos investigados neste caso dos respiradores fajutos chineses adquiridos por R$ 33 milhões.

 

Já se sabe que sequer estes aparelhos poderão serem utilizados em leitos de UTIs e cujas descrições e características dos aparelhos fogem totalmente do que constam em contrato entre o governo de Santa Catarina através da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e da empresa Veigamed. Há suspeitas de superfaturamento já que valores equivalem a cerca de R$ 165 mil para cada um destes aparelhos quando similares são encontrados no Brasil por preços na ordem de 50% menor. Uma organização criminosa descoberta no Rio de Janeiro pela Polícia Federal e que constatou ramificações por vários estados e cidades do país, assemelham-se ao caso ocorrido em Santa Catarina diante desta aquisição vergonhosa, escrupulosa, inaceitável destes 200 aparelhos e que sequer todos chegaram a Santa Catarina diante desta crise da pandemia do novo coronavírus Covid-19.

 

Em Itajaí (SC), não há mais leitos de UTIs e pacientes já estão sendo transferidos para outras cidades catarinense onde por enquanto ainda há alguma vaga de leito de UTIs. E a falta eminente de respiradores adequados para uso dentro de UTIs poderão faltam em breve em Santa Catarina, já que os chineses vendidos pela Veigamed sequer poderão serem utilizados nas UTIs hospitalares para o tratamento à pacientes da Covid-19.