Hospital em Lages (SC) fecha emergência
O maior e mais tradicional Hospital da Serra Catarinense, em Lages (SC), o Nossa Senhora dos Prazeres que há mais de 50 anos atua no atendimento à saúde da população suspende por tempo indeterminado o atendimento de Emergência. A falta de recursos públicos suficientes para pagamento de profissionais da área médica foi uma das principais causas desta medida.
A gravidade da situação na área da Saúde em Lages (SC) - município com mais de 170 mil habitantes e principal pólo regional, levou até o Ministério Público a tomar medidas judiciais para que haja imediatamente a retomada do atendimento, porém, as tentativas de negociações entre a direção desta unidade hospitalar; prefeitura e Governo do Estado foram retomadas nesta segunda-feira, dia 30
Não há vagas em outros hospitais da região de Lages como em Rio do Sul e Curitibanos que ficam mais próximas desta cidade e o atendimento em caso de urgência têm sido prestado em Florianópolis e São José, ambas na Grande Florianópolis- litoral catarinense e distante cerca de 240 quilômetros de Lages.
Há vários anos o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres vem sofrendo com dificuldades financeiras e até uma auditoria fora realizada a fim de averigüar medidas saneadoras deste hospital. O mais surpreendente diante toda esta realidade de dificuldades na área da Saúde de Lages (SC), é que há oito anos as principais forças políticas como integrantes da tríplice aliança (PMDB,PFL,PSDB e PPS além do PDT) juntos na composição política tendo o Governo do Estado, Senado, Deputado Federal e Estadual além de Secretários de Estado da Saúde, ambos juntos sequer conseguiram efetivar melhorias reais e necessárias á saúde da população lageana e por consequência serrana da região da Amures.
Grande parte da população lageana, principalmente está frustada com tanta incompetência política e administrativa em auxiliar na resolução dos graves problemas na área da Saúde. Hospitais desta região fecham portas como ocorreu em São José do Cerrito, distante 35 quilômetros de Lages; o Hospital Infantil Seara do Bem, em Lages, com também dificuldades pela falta de recursos, ampliação de sua infraestrutura e de mais equipamentos que são necessários para melhorar a saúde e o Hospital Geral e Maternidade Tereza Ramos-HGMTR em seu pleno limite de atendimento, apesar do grande esforço que ali vem sendo realizado para prestar bom atendimento aos usuários dos serviços de Saúde. Lamentável o que vem ocorrendo em Lages na área da Saúde- não muito diferente da realidade em várias outras cidades deste país.
A população precisa cobrar mais de seus representantes políticos e tanto o Ministério Público quanto a Ordem dos Advogados do Brasil- OAB; a Maçonaria precisam urgentemente reavaliar suas posturas diante tanta inoperância em prol da saúde do povo brasileiro. Está na hora mais do que nunca da sociedade reagir fortemente e exigir qualidade e eficiência na prestação dos serviços de saúde pública.
As camadas mais pobres da população não possui condições reais de receber atendimento particular nesta área.