\"Um tal de Queiroga\" (sic): Bolsonaro mostra menosprezo ao Ministério da Saúde e à vida das pessoas
O Brasil está no fundo do poço diante a envergadura de menosprezo e da forma com que o maior representante nacional da classe política e agora sem partido se apresenta diante desta terrível pandemia da Covid-19. Ou seja, o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) e sem um mínimo de vergonha, somado ao desrespeito para com a vida de milhões de pessoas que vivem neste país chamado: Brasil, culminou agora ao chamar publicamente o ministro da Saúde de \" Um tal de Queiroga \", referindo-se ao desejo do presidente em querer decretar o não uso obrigatório de máscaras que previne ou reduz o risco de contágio pelo novo coronavírus Covid-19- que já matou somente no Brasil em cerca de 15 meses quase 500.000 mil pessoas e onde o Brasil vivencia a fase mais crítica agora com a chegada da terceira onda da Covid-19 e onde em todo o país hospitais estão com centenas de pacientes na fila de espera por um leito de UTI Covid-19. Diariamente no Brasil em média morrem cerca de 1.800 pessoas e o número tem sido crescente nesta fase gravíssima da doença.
Bolsonaro só faltou dizer que o ministro da Saúde e máscara seriam uma droga. Lamentável !
O Ministro da Saúde Marcelo Queiroga está analisando o ensejo do presidente Jair Bolsonaro em aprovar o não uso de máscaras, porém, resiste e destacou que se isto vir ocorrer não será neste momento crítico da pandemia da Covid-19. Muitos especialistas da área epidemiológica do Brasil viram como algo estarrecedor a decisão manifesta de Bolsonaro que almeja com que tanto as pessoas que já tiveram o vírus da Covid-19 quanto aos que foram vacinados contra a Covid-19 possam deixar de usar obrigatoriamente a máscara. Só haveria esta possibilidade deixar de usar a máscara preventiva contra a Covid-19 em caso onde o Brasil alcançasse imunização acima de 80% da população e mesmo assim, deveria conter muitas medidas preventivas por um determinado tempo a fim de verificar a consolidação de pleno combate à doença e análise diante das diversas variantes da Covid-19.
A forma de tratar o ministro da Saúde como sendo \" um tal Queiroga \", faz com que o presidente da República Jair Bolsonaro - um negacionista da pandemia da Covid-19, demonstre um desrespeito não somente pessoal, mas um desrespeito e um agravante com toda a estrutura ministerial da Saúde brasileira. Afinal, já houveram inúmeras mudanças no comando do Ministério da Saúde que chegou a ficar cerca de três meses sem comando num dos períodos mais graves desta pandemia da Covid-19. E o mais grave ainda foi deixar de assumir a compra de dezenas de milhões de vacinas da Pfizer já desde ano passado. O Brasil já poderia estar bem adiantado neste processo de imunização e milhares de mortes pela Covid-19 poderiam ter sido evitadas.
Este é o Brasil onde infelizmente há registros de morte de grávidas, feminicidios e onde também prevalece impune crimes de homofobia diante falta de políticas públicas na área de Segurança Pública. Um Brasil onde há mais de 20 milhões de desempregados e outros mais de 45 milhões vivendo no subemprego com míseros salários. Um Brasil onde a classe política não encontra soluções aos graves problemas sociais e econômicos do país. Um Brasil onde muitos governantes municipais, estaduais e até federal provocam rombos bilionários aos cofres públicos e passam impunes. Um Brasil onde a Justiça sob seu maior comando decisório- o STF e STJ acabam por não punir mafiosos e corruptos; proporcionando condições a mafiosos e corruptos de obterem habeas corpus e ficarem em mansões sob privilégios dos mais absurdos. Um Brasil de milhões de famílias morando em casebres sem as mínimas condições de acesso á água tratada e de saneamento básico.
Um Brasil onde muitos líderes de Igrejas enriquecem sob a coleta de dízimos repassados por milhões de fiéis na esperança de alcançarem saúde, felicidade, soluções aos graves problemas sociais e econômicos e onde muitos destes pseudo- líderes usufruem de benesses que o maior representante cristão - Cristo sequer assim deixou este tipo de mau exemplo. Portanto, é preciso que a população brasileira em sua maioria já que existem infelizmente os otários seguidores de pseudo- líderes tanto políticos quanto religiosos neste país e que aos que possuem uma maior responsabilidade e comprometimento com verdadeiras mudanças estruturais e de justiça social e econômica brasileira, busquem juntos fortalecer um projeto real para o Brasil, já a partir das eleições de 2022,