Rombo de R$ 33 milhões na Saúde e aos cofres públicos do governo de SC é apenas a ponta de um iceberg
Ao que parece não foi somente aquele caso vergonhoso do pagamento antecipado de R$ 33 milhões que o governo de Carlos Moisés (PSL), fez em abril de 2020 para a empresa Veigamed na compra de 200 respiradores pulmonares que nunca chegaram à Santa Catarina. Pior: nem o retorno total dos R$ 33 milhões aos cofres públicos do governo de Santa Catarina se quer ainda retornaram mesmo após amplas investigações realizadas pelos vários órgãos envolvidos logo após dar início a este trabalho investigatório.
Mais vergonhoso ainda é ver que também sequer houve uma devida conclusão sobre de quem é a responsabilização por este pagamento antecipado á empresa Veigamed, do Rio de Janeiro, bem como, quem de fato são os responsáveis pela compra destes 200 respiradores pulmonares que deveriam ser entregues em abril de 2020 à Secretaria de Estado de Saúde (SES), do governo catarinense. E, mais recentemente, outro caso que merece destaque é sobre a constatação feita pelo Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE) em que também houve irregularidade na compra de outros 30 respiradores pulmonares, cuja aquisição foi feita também pelo governo estadual. E os desvios de recursos públicos em gestões de governo de Santa Catarina vão além da atual gestão, como em gestões anteriores de governo estadual. Basta relembrar vários episódios que foram parar na Justiça e onde sequer alguns casos chegaram ter pleno esclarecimentos como ao do caso envolvendo a Celesc e Monreal, onde o caso foi arquivado por decisão monocrática na Justiça de SC.
Mais estranho ainda é ver que mesmo com tamanhos rombos financeiros aos cofres públicos no governo de Santa Catarina; as prestações de contas que o governo estadual apresenta ao Tribunal de Contas do estado de Santa catarina (TCE), acabam sendo aprovadas e mais ainda: até a própria Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina- Alesc também aprova estas tais prestações de contas do governo estadual. Há algo muito estranho nisto tudo e que mereceria ampliar as investigações e onde a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF), deveriam ter atuação em prol de ampliar investigações como as que vem sendo realizadas pela CPI da Covid-19, no Congresso Nacional através o Senado Federal. Aliás, Senado federal onde dos 81 senadores, 21 deles estão respondendo a vários processos na Justiça Federal, seja por corrupção; caixa 2 de campanha política; organização criminosa, lavagem de dinheiro.
Ou seja, o Brasil está atolado numa profunda crise que vai além da crise sanitária, epidemiológica - uma crise de falta de ética e respeito à população brasileira por boa parcela da classe política e jurídica. Não é a toa que um de tantos exemplos como ao que ocorre no Rio de Janeiro onde 8 desembargadores e 2 promotores de Justiça foram denunciados por uma mega empresário do setor de transportes do Estado do Rio de Janeiro em que receberam propinas milionárias. Isto sem contar a máfia descoberta atuando dentro tanto a Alerj quanto dentro do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Não foi por nada que o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, mafioso e corrupto teve o cargo cassado por decisão judicial e por decisão política.