Modus Operandi da máfia no Brasil assemelha-se em golpes na Saúde em plena pandemia da Covid-19

Incrível como a atuação de quadrilhas, organizações criminosas dentro e fora do meio político brasileiro possui uma atuação e perfil do Modus Operandi ( modo pelo qual um indivíduo ou uma organização criminosa desenvolve suas atividades operacionais ), especialmente no que tange aos desvios milionários e até bilionários em determinados casos, como já mostraram inúmeras das investigações realizadas no Brasil pela PF e MPF nestes últimos anos. Mas, é nesta plena pandemia do novo coronavírus Covid-19 que muitos criminosos, corruptos e mafiosos que viram a oportunidade imensa de poder praticar ilícitos contra os cofres públicos deste Brasil. Em praticamente quase todos os estados do Brasil, ocorreram atos de desvios financeiros dos cofres públicos, sejam através de licitações fraudulentas, super faturamento, dentre outros ilícitos como apontaram muitas destas investigações da PF e do MPF, além de equipes da GAECO no apoio a este combate a corrupção no Brasil.

Compra \" de 200 respiradores pulmonares pelo governo de SC assemelha-se ao caso da vacina Covaxin pelo governo federal

Ao que parece ser pelos indícios já levantados pela CPI da Covid-19 no Senado Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF), a exemplo do que ocorreu em Santa Catarina em abril de 2020, quando o governo de Carlos Moisés (PSL), pagou antecipadamente sem licitação e super faturado para a fajuta empresa Veigamed, do Rio de Janeiro, R$ 33 milhões por 200 respiradores pulmonares que nunca chegaram ao Estado de Santa Catarina. Sequer os R$ 33 milhões até hoje retornaram aos cofres públicos catarinense. E apesar de tantos órgãos atuarem conjuntamente nas investigações sobre este caso dos R$ 33 milhões pagos pelo Governo do Estado para a grana ficar sumida, estranhamente sequer houve algum passo por parte do governo estadual no esclarecimento pleno deste caso. Nem a Justiça de Santa Catarina, nem o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE), nem tão pouco a Assembleia Legislativa do estado de Santa Catarina, parecem estarem preocupados diante deste rombo aos cofres públicos do Estado de Santa Catarina. Já era tempo suficiente para ter esclarecimentos plenos à sociedade catarinense sobre este caso. responsabilização imediata também para quem de fato é ou são responsáveis pelo caso dos 200 respiradores pulmonares. que seriam oriundos da China.

Caso Covaxin, da Índia parece ser \" negócio da China \"


E o contrato entre governo federal e a empresa atravessadora do negócio Precisa Medicamentos, cujo contrato foi assinado no dia 26 de fevereiro deste ano. objetivando a compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin; de fabricação por parte da Bharat Biontech, da Índia; ao valor que suspeita ser altamente superfaturado ; mostra que este caso da vacina Covaxin, precisa ser amplamente investigado tanto pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF). O Modus Operandi das organizações criminosas que atuam no Brasil como mostraram muitas das investigações realizadas pela PF e MPF ao longo especialmente desta pandemia da Covid-19, registram muitas semelhanças: tem o canal do governo ( estaduais e ou federal); tem o atravessador e ou atravessadores e tem a fonte fornecedora - neste caso, a empresas e ou empresas conjuntas. Em abril de 2020, portanto, no ano passado a empresa Bharat Biontech, divulgou que estaria exportando a vacina Covaxin ao preço de exportação que variava entre US$ 15 a 20 dólares cada dose. Isto, convertido na moeda do Real equivaleria na atualidade cerca de R$ 80 reais aproximadamente. Mas, segundo foi já amplamente divulgado no Brasil, a empresa Precisa Medicamentos estava oferecendo a vacina Covaxin à empresas brasileiras ( leia-se clínicas privadas), interessadas ao valor de R$ 220,00 reais cada. O governo federal manifestou interesse na aquisição de 20 milhões de doses da Covaxin ao valor total o contrato de R$ 1 bilhão e 600 milhões. Vale ressaltar que a Covaxin não havia sido ainda autorizada pela Anvisa, diante a falta de complementação de testes da fase 3 da Covaxin.

CPI da Covid- 19 quer ampliar as oitivas e até servidor do Ministério e deputado serão ouvidos

O caso do contrato do governo federal com a empresa indiana Bharat Bontech, alcançou suspeição por parte do chefe de importação do Ministério da Saúde Luis Ricardo Fernandes Miranda, que manifestou ocorrer \" pressão \" para agilizar o contrato e que suspeitava de \" haver graves irregularidades \" - semelhante ao que ocorreu em Santa Catarina no caso dos 200 respiradores onde uma servidora estadual da Saúde disse haver sofrido também \" pressões \" para agilizar a compra dos aparelhos mesmo sob suspeita de irregularidades. Ou seja, o Modus Operandi da máfia é muito semelhante quando envolvem muitas das compras e ou serviços junto a governos ( federal e ou estaduais ). Luis Ricardo Fernandes Miranda é irmão do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), que é irmão do servidor chefe de importação no Ministério da Saúde Luis Ricardo Fernandes Miranda; alertou ao presidente da República Jair Bolsonaro; através de contatos com um dos interlocutores diretos ao presidente Bolsonaro de que o contrato para aquisição da Covaxin, possuía graves irregularidades. Segundo ele, Bolsonaro ficou de colocar a Polícia Federal (PF) para investigar o caso. O deputado federal Luis Miranda (DEM-D), responde processo na Justiça Federal por suspeitas de praticar ilícitos no Brasil e também quando ainda residia nos Estados Unidos. Miranda (DEM-DF), deve ser ouvido pela CPI da Covid-19 assim como seu irmão Luis Ricardo. O presidente da República Jair Bolsonaro pediu também que as investigações sejam ampliadas junto ao próprio deputado federal e seu irmão Luis Fernando diante controvérsias em relação ao contrato o governo com a Precisa Medicamentos e com a Bharat Biontech. Há suspeitas de que uma outra empresa e desta vez da China também esteja envolvida nesta negociação relacionada a Covaxin.