Violência Contra a Pessoa Idosa

Esta quarta-feira é marcada pelo Dia Internacional de Enfrentamento a Violência contra a Pessoa Idosa. O envelhecimento é fenômeno mundial e acontece de maneira acelerada em todos os continentes e provoca uma série de transformações, principalmente sociais e econômicas, além de trazer novas preocupações. Uma delas é o aumento da violência contra a pessoa idosa, a maioria das vezes registrada no silêncio do contexto  privado (familiar ou institucional).


No Brasil a violência contra pessoas idosas se expressa nas formas de discriminação, negligência e abusos físico, psicológico e/ou econômico. As denúncias mais freqüentes são as de maus-tratos e negligências, muitas vezes provocados pelos integrantes da família, por falta de orientação e/ou conhecimento sobre o envelhecimento ou por conflitos geracionais.
Como a maioria das violências ocorre em ambientes privados, onde o silêncio protege o agressor, a Organização das Nações Unidas (ONU), declarou o dia 15 de junho como Dia Mundial de Conscientização da Violência à Pessoa Idosa, como forma de difundir conceitos e impedir que novas formas de violência sejam registradas.


Pesquisa realizada pelo SESC, em parceria com a Fundação Perseu Abramo, indica que em torno de 35% das pessoas idosas já foram vítimas de algum tipo de violência. A mesma pesquisa indica que as pessoas mais agredidas são os homens (40%) e aqueles mais idosos (acima dos 80 anos de idade).


É preciso formar uma consciência para denunciar e romper com esse ciclo de violência e proteger nossos idosos. Infelizmente não há no Brasil uma rede de proteção e de amparo às vítimas de maus tratos, mas na falta dela e do Conselho de Direitos da Pessoa Idosa em seu município, podemos denunciar no DISQUE 100 (Direitos Humanos), junto à Delegacia das Mulheres e ainda, na Promotoria de Justiça.

. a autora é advogada, presidente do instituto Ame Suas Rugas e coordenadora da Pós-Graduação Gestão em Saúde da Pessoa Idosa (Itecne).